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Dólar sobe para R$ 5,19 com impactos de inflação e juros dos EUA

Dólar abre em alta, perto de R$ 5,19, com inflação nos EUA reforçando expectativa de manter juros elevados e piorando cenário para ativos de risco

No mercado de câmbio, agentes de mercado buscam nos indicadores de inflação pistas sobre a trajetória dos juros nos EUA
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  • Dólar abriu em alta, cotado a R$ 5,193, alta de 0,29% em relação ao fechamento de ontem.
  • A moeda chegou a ficar próxima da maior cotação desde 30 de março, com ganho acumulado de 5,5% desde 12 de maio.
  • Dados dos EUA mostraram inflação ainda acima da meta e mercado de trabalho resiliente, o que reduz a probabilidade de cortes de juro pelo Fed na próxima reunião.
  • No Brasil, o Copom se reúne nos dias 16 e 17 de junho; a expectativa de redução da Selic de 0,25 ponto caiu de 74% para 35%, com alta de 63% dos que veem manutenção.
  • Fluxo externo influencia a bolsa brasileira, com saída de R$ 14,9 bilhões em maio; o Brent era cotado a US$ 92,91 o barril, alta de 1,6%.

O dólar abriu em alta nesta quarta-feira, cotado a R$ 5,193, com reação aos indicadores de inflação dos EUA. A proximidade das reuniões de política monetária do Fed e do Copom aumenta a cautela dos investidores sobre trajetórias de juros.

A moeda acumula alta de 5,5% desde 12 de maio, período de valorização frente ao real. O movimento ganhou impulso após divulgação de dados de preços e de emprego nos EUA, indicando inflação elevada e mercado de trabalho resiliente.

Mercado externo e cenário global

O ambiente de juros mais altos persistiu, com expectativa de que o CPI confirme trajetória de inflação nos EUA. Analistas apontam que o Fed pode manter postura restritiva, o que sustenta dólar e yields.

Impactos no Brasil

Taxas americanas mais elevadas dificultam a atração de recursos para ativos brasileiros. O dólar passa a influenciar o dólar turismo e a demanda por cadeia de commodities, pressionando o câmbio local.

Copom e câmbio no Brasil

A terça de junho reserva a decisão sobre a Selic, prevista para 16-17. A aposta de corte de 0,25 p.p. reduziu-se, refletindo riscos fiscais e inflação. Expectativas mudaram de 74% para 35% de cortes.

Ibovespa e fluxo externo

O Ibovespa subiu 0,7% ontem, mas mantém queda de 15% na parcial desde 14 de abril. Em maio, estrangeiros retiraram R$ 14,9 bilhões da B3, maior saída desde janeiro de 2022, segundo a Elos Ayta.

Petróleo e risco geopolítico

O Brent negociado em agosto ficou em torno de US$ 92,91 o barril, alta de cerca de 1,6%. Questões geopolíticas e ataques entre EUA, Irã e aliados continuam pressionando o fluxo de capitais e o câmbio.

Conflitos no exterior

Estados Unidos e Irã retomaram ataques após choques entre forças americanas e alvos iranianos. A escalada aumenta a volatilidade nos mercados e pode influenciar o preço de commodities e a percepção de risco global.

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