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Empresas buscam bilhões em reembolsos de tarifas; você pode receber algum?

Empresas buscam bilhões em reembolso de tarifas; apenas a UPS informou planos de repassar parte aos clientes, impacto para consumidores ainda incerto

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  • A CBP iniciou o processamento de reembolsos de tarifas, com cerca de 166 bilhões de dólares potencialmente disponíveis, depois que a Suprema Corte considerou ilegais as tarifas criadas sob a IEEPA.
  • Pelo menos noventa empresas de capital aberto disseram, em registros da SEC, que pretendem solicitar os reembolsos, entre elas Ford (aprox. 1,3 bilhão de dólares), General Motors (500 milhões) e UPS (500 milhões).
  • A maior parte pretende manter o dinheiro para quitar dívidas, reduzir custos ou investir no negócio; apenas alguns indicam repassar parte aos consumidores.
  • Entre os casos de repasse, UPS já informou planos de devolver aos clientes; FedEx também sinaliza retorno, sem detalhar valores; Walmart afirmou que poderá usar o reembolso para reduzir preços.
  • Há novidades adicionais, como empresas vendendo direitos de reembolso a investidores e ações coletivas de consumidores contra companhias como Costco e Nike; o impacto direto nos preços ao consumidor ainda é incerto.

O governo dos Estados Unidos abriu espaço para reembolsos de tarifas, estimados em 166 bilhões de dólares. A Suprema Corte derrubou tarifas aplicadas pelo governo anterior sob a IEEPA, mantendo outras tarifas em vigor. A CBP começou a processar os pedidos de ressarcimento.

Uma análise da USA TODAY avaliou mais de 630 registros da SEC que citam a decisão. Pelo menos 90 empresas de capital aberto esclareceram planos de solicitar devoluções, oferecendo o retrato mais amplo até agora do movimento corporativo.

Entre as maiores vendedoras, Ford busca cerca de 1,3 bilhão; General Motors, 500 milhões; e UPS, 500 milhões, segundo os documentos apresentados. Destas, apenas a UPS informou planos de repassar parte aos clientes.

A maior parte das empresas diz que manterá os recursos para quitar dívidas, reduzir custos de fornecimento e reinvestir nos negócios. Poucas destacam que parte da devolução pode chegar aos consumidores.

Empresas que sinalizam repasses aos clientes

Cardinal Health pagou tarifas de aproximadamente 200 milhões e repassou parte do custo a clientes. Na SEC, a companhia afirma devolver aos clientes qualquer parcela do reembolso associada a aumentos de preços.

FedEx também espera recuperar valores, mas não especifica o montante. Assim como a UPS, a empresa afirma que pretende repassar aos clientes parte dos recursos recebidos.

Amelia Ables, assessora de comunicação da FedEx, disse por e-mail que apoiar os consumidores continua prioritário. A empresa está comprometida em devolver eventuais direitos de duties, inclusive juros, quando cabível.

No total, a preocupação é que pouco do dinheiro retorne aos consumidores, mesmo com planos de algumas companhias. Uma pesquisa recente da Federal Reserve aponta que tarifas ampliaram preços de itens básicos.

Algumas grandes cadeias já sofrem ações civis de consumidores, como Costco e Nike, ajuizadas por cobranças de tarifas. O objetivo é buscar compensação direta ou indireta em julgamentos futuros.

O processo de reembolso começou com um portal da CBP em 20 de abril, com desdobramentos graduais. A agência informou ter processado dezenas de milhões de entradas e ter aceito pedidos no valor de dezenas de bilhões.

Apple informou que busca reembolsos, sem divulgar o montante esperado. A empresa já pagou cerca de 3,3 bilhões de dólares em tarifas durante o governo anterior.

Impacto nos preços e perspectivas

Alguns analistas destacam que, mesmo com reembolsos, o efeito sobre os preços ao consumidor pode ser limitado. Um estudo da Fed indicou que tarifas anteriores mantiveram preços elevados em bens não alimentícios e não energéticos.

Outros caminhos incluem venda de direitos de reembolso a terceiros. Empresas menores também participam, com propostas que visam caixa imediato para reduzir dívidas ou custos operacionais.

A Justiça continua acompanhando recursos e papéis do governo. Caso haja sucesso em recursos, empresas podem ser obrigadas a ajustar a restituição individualmente, com impacto direto limitado aos consumidores.

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