- O governo federal recuou da suspensão da pesca da tainha e sinalizou a criação de uma cota extra para pescadores artesanais de Santa Catarina, atendendo a protestos de comunidades e a articulações políticas locais.
- A pesca havia sido interrompida no domingo (7) porque as capturas chegaram a cerca de 1.200 toneladas, equivalente a 90% da cota coletiva da temporada de 2026, e a norma determina paralisação para preservar a espécie.
- A liberação depende da publicação de uma portaria conjunta dos ministérios da Pesca e do Meio Ambiente; a expectativa é beneficiar regiões onde os cardumes ainda não se deslocaram ou as redes foram pouco usadas, como em São Francisco do Sul, Itapoá e Bombinhas.
- A pesca da tainha é tradição centenária e a principal fonte de renda de cerca de 42 mil pescadores catarinenses no inverno, além de ter forte vínul o cultural com a prática do arrasto de praia.
- O governo de Santa Catarina acionou medidas judiciais para derrubar ou ampliar as cotas federais, argumentando que o estado possui a atividade regulamentada e que a paralisação no meio da safra traz prejuízos às famílias dependentes da pesca.
Nesta terça-feira (9), o governo federal sinalizou a criação de uma cota extra para a pesca da tainha em Santa Catarina, após ter suspendido a atividade no fim de semana. A medida busca atender a comunidades dependentes da atividade e às articulações políticas locais.
A liberação depende da publicação de uma portaria conjunta dos ministérios da Pesca e do Meio Ambiente. A expectativa é que o novo limite beneficie principalmente regiões onde o cardume ainda não passou ou há menor uso de redes, como São Francisco do Sul, Itapoá e Bombinhas.
A pesca da tainha foi interrompida no domingo (7) após atingir cerca de 1.200 toneladas, cerca de 90% da cota coletiva permitida para 2026. Com o alcance desse limite, a atividade precisa ser paralisada para preservação da espécie.
Como deve funcionar a nova liberação
A edição final da regra depende da portaria conjunta entre os ministérios. A ampliação visa reduzir impactos econômicos em comunidades pesqueiras que dependem da tainha durante o inverno. Em Santa Catarina, a atividade é historicamente associada ao arrasto de praia, prática cultural de pesca artesanal.
O estado já havia ajuizado medidas judiciais para contestar ou ampliar cotas federais, alegando que é o único com atividade devidamente regulamentada e fiscalizada. A interrupção no meio da safra é vista como geradora de prejuízos para famílias que vivem da pesca.
A migração sazonal da tainha ocorre no inverno, quando os cardumes migram do Rio Grande do Sul e de vizinhos como Argentina e Uruguai em direção ao litoral catarinense. O objetivo é buscar águas mais quentes para reprodução, antes de seguir para o Sudeste.
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