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Indústria brasileira tem custos elevados e baixa produtividade, aponta Itaú

Itaú alerta entraves estruturais na indústria brasileira, com custos de trabalho elevados e alto gasto público; aponta ganhos de produtividade e reformas

Fernando Gonçalves: medidas devem focar ganho de produtividade em vez de aumentos de subsídios e gasto público — Foto: Rogerio Vieira/Valor
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  • Indústria brasileira está estagnada há mais de uma década, com desempenho pior que outros setores e que a manufatura em outros países.
  • O problema não é a demanda, e sim entraves de oferta: baixa produtividade, custo do trabalho elevado e distorções geradas pelo alto gasto público.
  • O relatório do Itaú Unibanco aponta que romper o ciclo exige políticas que ataquem gasto público elevado, fricções no mercado de trabalho e dificuldades regulatórias.
  • Em comparação, a indústria brasileira perde espaço frente a outros setores e a manufatura de outros países.

O setor industrial brasileiro permanece estagnado há mais de uma década, com desempenho inferior ao de outros segmentos e à manufatura em países comparáveis. O sinal vem de um relatório do Itaú Unibanco, que aponta fragilidades estruturais de oferta.

A análise sustenta que a baixa produtividade, o elevado custo do trabalho e distorções associadas ao gasto público são entraves maiores do que a demanda. Segundo o estudo, não há falta de demanda suficiente para justificar o rendimiento atual, mas sim problemas de eficiência e custo.

O relatório indica que romper o ciclo de frustração de crescimento passa por políticas que reduzam o gasto público elevado, diminuam fricções no mercado de trabalho e simplifiquem a regulação. Medidas devem priorizar produtividade, não subsídios.

Caminhos sugeridos pelo Itaú

O documento recomenda foco em ganho de produtividade como eixo central, evitando aumento de subsídios e maior gasto público. Também sugere reformas para reduzir a rigidez trabalhista e melhorar o ambiente regulatório.

Além disso, o estudo aponta que a competitividade da indústria depende de investimentos em tecnologia, educação e infraestrutura, aliados a um marco regulatório estável. A meta é elevar a eficiência sem ampliar pressões fiscais.

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