- Indústria brasileira está estagnada há mais de uma década, com desempenho pior que outros setores e que a manufatura em outros países.
- O problema não é a demanda, e sim entraves de oferta: baixa produtividade, custo do trabalho elevado e distorções geradas pelo alto gasto público.
- O relatório do Itaú Unibanco aponta que romper o ciclo exige políticas que ataquem gasto público elevado, fricções no mercado de trabalho e dificuldades regulatórias.
- Em comparação, a indústria brasileira perde espaço frente a outros setores e a manufatura de outros países.
O setor industrial brasileiro permanece estagnado há mais de uma década, com desempenho inferior ao de outros segmentos e à manufatura em países comparáveis. O sinal vem de um relatório do Itaú Unibanco, que aponta fragilidades estruturais de oferta.
A análise sustenta que a baixa produtividade, o elevado custo do trabalho e distorções associadas ao gasto público são entraves maiores do que a demanda. Segundo o estudo, não há falta de demanda suficiente para justificar o rendimiento atual, mas sim problemas de eficiência e custo.
O relatório indica que romper o ciclo de frustração de crescimento passa por políticas que reduzam o gasto público elevado, diminuam fricções no mercado de trabalho e simplifiquem a regulação. Medidas devem priorizar produtividade, não subsídios.
Caminhos sugeridos pelo Itaú
O documento recomenda foco em ganho de produtividade como eixo central, evitando aumento de subsídios e maior gasto público. Também sugere reformas para reduzir a rigidez trabalhista e melhorar o ambiente regulatório.
Além disso, o estudo aponta que a competitividade da indústria depende de investimentos em tecnologia, educação e infraestrutura, aliados a um marco regulatório estável. A meta é elevar a eficiência sem ampliar pressões fiscais.
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