- Em 2024, o Brasil teve 191 mil empresas da construção, que empregavam 2,5 milhões de pessoas.
- O valor gerado pela atividade, incluindo incorporações, obras e serviços, chegou a R$ 522,5 bilhões (nominais), segundo a PAIC do IBGE.
- A construção de edifícios liderou a geração de vagas, com 894,8 mil empregos (35,7%), seguida pelos serviços especializados (860 mil; 34,4%) e obras de infraestrutura (748,8 mil; 29,9%).
- A remuneração média mensal foi de 2,1 salários mínimos; infrastructures teve média de 2,6 salários mínimos, edifícios 1,8 e serviços 1,9.
- A região Sudeste teve a maior participação, respondendo por 50% do emprego e 49,4% do valor total; a PAIC adotou nova metodologia com base em CNPJ ativo.
A indústria de construção brasileira somou 191 mil empresas em 2024, com 2,5 milhões de trabalhadores e um valor de incorporações, obras e serviços de R$ 522,5 bilhões, segundo a PAIC do IBGE. Os dados sinalizam o peso do setor na economia.
O setor é dividido em obras de infraestrutura, construção de edifícios e serviços especializados para construção, com participação de 38,4%, 38,1% e 23,5%, respectivamente, no valor total gerado.
Na geração de vagas, a construção de edifícios lidera com 894,8 mil empregos (35,7%), seguida por serviços especializados (860 mil, 34,4%) e obras de infraestrutura (748,8 mil, 29,9%). Salários somaram R$ 95,6 bilhões em 2024.
A remuneração média mensal das empresas da construção ficou em 2,1 salários mínimos. Em infraestrutura, a média foi de 2,6; edifícios, 1,8; serviços, 1,9 salários mínimos.
Pelo conjunto da indústria, o valor de bens de construção atingiu R$ 369 bilhões em 2024. Obras de infraestrutura representam 22,8% do total, seguidas por residenciais (22,2%) e serviços especializados (19,2%).
Do total gerado, 33% teve origem na demanda pública. Em obras de infraestrutura, a participação do gasto público alcançou 48,2%.
A região Sudeste concentrou metade do emprego (50%) e quase metade do valor gerado (49,4%). O restante ficou distribuído entre outras regiões.
Metodologia da PAIC 2024
A edição 2024 da PAIC traz nova metodologia, registrando empresas ativas pelo CNPJ da Receita Federal. Até 2023, a RAIS era a referência, antes da substituição pelo eSocial, o que explica a quebra de série histórica.
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