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Inflação acelera ao ritmo mais rápido em 3 anos, em meio a alta de energia

Inflação acelera para o ritmo mais rápido em três anos, impulsionada por energia; salários não acompanham e consumidores enfrentam pressão de preços

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  • A inflação subiu 4,2% em maio ante o mesmo mês do ano anterior, com alta mensal de 0,5%, segundo o Bureau of Labor Statistics, atingindo o fastest ritmo desde abril de 2023.
  • O aumento é quase todo puxado pelos preços da energia, que estão 23,5% mais caros que há um ano. O preço da gasolina média está em 4,24 dólares por galão.
  • Salários reais caíram 0,7% no último ano, ou seja, os ganhos com a inflação apagaram parte da alta salarial.
  • Despesas com alimentação também são pressionadas, com reduções do Supplemental Nutrition Assistance Program impactando orçamentos.
  • Comerciantes relatam clientes cortando compras de alimentos e buscando itens mais baratos, mesmo entre quem ganha acima de 100 mil dólares por ano.

O índice de preços ao consumidor (CPI) acelerou para 4,2% na comparação anual em maio, a mais alta leitura desde abril de 2023, segundo o Bureau of Labor Statistics. No mês, os preços subiram 0,5%. A inflação permanece elevada diante de pressões energéticas.

A energia foi o principal motor da alta, com avanço de 23,5% em relação a maio do ano anterior. O preço médio da gasolina chegou a US$ 4,24 por galão, conforme o AAA, registrando alta histórica frente ao ano passado.

Aletes de renda real mostram recuo. O ganho por hora, ajustado pela inflação, caiu 0,7% em 12 meses, voltando ao nível observado no início da administração anterior. Refis de imposto e cortes no SNAP também impactam o bolso do consumidor.

Segundo analistas, a diferença entre salário nominal e inflação pressiona famílias, especialmente as de menor renda, que têm menos espaço para compensar aumentos. Comerciantes relatam mudança no comportamento de consumo.

Na prática, varejistas registraram recuo em itens básicos. A Dollar General informou queda nas compras de alimentos entre clientes, que priorizam economizar com gasolina alta, embora seguirem buscando itens essenciais com preços baixos.

O fenômeno reflete uma combinação de energia mais cara, negociações internacionais e efeitos de políticas públicas sobre o orçamento das famílias, sugerindo continuidade de pressão sobre o consumo nos próximos meses. Fontes oficiais incluem BLS e AAA.

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