- Em maio, o índice de preços ao produtor na China subiu 3,9% em relação ao mesmo mês de 2025, o maior nível desde julho de 2022, com alta de 0,5% em relação a abril.
- A inflação ao consumidor avançou 1,2% em maio na comparação anual, puxada por gasolina, joias de ouro e serviços.
- A energia mais cara reflete as pressões de custo, alimentadas pela interrupção de fluxos no Golfo Pérsico após ataques entre EUA, Israel e Irã.
- Demanda por IA mantém alguns setores com capacidade de repassar custos, mas o setor automotivo, por exemplo, enfrenta mais dificuldade; a demanda interna segue fraca.
- Alimentos caíram 1,7% frente a maio do ano anterior, com carne suína recuando 16,1%; gasolina doméstica caiu mês a mês, mas subiu 23,5% na base anual.
PEQUIM, 10 Jun (Reuters) – os preços ao produtor na China subiram pelo terceiro mês consecutivo em maio, atingindo o maior nível desde julho de 2022. a inflação ao consumidor permaneceu alta, pressionada pelaenergia, o que elevou o custo de vida das famílias.
A leitura oficial aponta que o índice de preços ao produtor (PPI) subiu 3,9% em maio ante o mesmo mês do ano anterior, acima da previsão média de 3,8%. em relação a abril, o PPI avançou 0,5%.
A demanda por poder de computação, impulsionada por setores ligados à IA, ajudou a sustentar o avanço de preços em algumas indústrias. já setores como automotivo mostraram recuperação mais tímida, segundo especialistas.
Fatores por trás da alta de preços
As pressões de custo vieram principalmente da energia, com impactos intensificados pelos conflitos no Irã. o fechamento do Estreito de Ormuz elevou a incerteza sobre fluxos de petróleo e gás na região.
O aumento do custo de insumos refletiu, ainda, em pressões para o consumidor. a inflação ao consumidor ficou em 1,2% em maio, mesma taxa de abril, e acima de previsões de 1,3% para maio pelos analistas.
Perspectivas e impactos
A recuperação da demanda interna permanece fraca, o que dificulta o repasse de custos para itens comuns. especialistas afirmam que, se a demanda por tecnologia continuar forte, algumas empresas podem repassar parte dos custos, mas isso não deve ocorrer de modo homogêneo.
O Ministério da Estatística destacou que o consumo doméstico ainda enfrenta entraves, enquanto a produção de energia segue sensível a eventos geopolíticos. os efeitos devem se manter enquanto a oferta global de energia não se normalizar.
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