- Um estudo nos Estados Unidos indica que 59% dos gestores acham mais aceitável demitir por meio da IA do que por dificuldades financeiras.
- A IA foi citada como principal causa de demissões em 2026 por 44% dos entrevistados, seguida por reestruturação (42%) e restrições orçamentárias (39%).
- No Brasil, especialistas dizem que a IA tem sido usada como justificativa para demissões, especialmente em áreas técnicas que exigem conhecimento em IA.
- Dados de dezembro de 2025, publicados em abril, mostram que apenas 9% das empresas afirmaram que a IA substitui completamente atividades; 45% disseram que houve pouco ou nenhum impacto no quadro de funcionários.
- Profissionais destacam que habilidades como resolução de problemas (54%), aprender novas ferramentas rapidamente (44%), comunicação (43%), adaptabilidade (39%) e trabalho em equipe (36%) são mais valorizadas do que o domínio de IA para contratação.
Empresas dos EUA vinham usando a inteligência artificial como justificativa para demissões, indica um levantamento. A pesquisa mostra que 59% dos gestores consideram a IA mais aceitável para justificar cortes do que dificuldades financeiras. O estudo ouviu mil gerentes de contratação.
Ainda segundo o levantamento, a IA foi citada como principal causa de demissões em 2026 por 44% dos respondentes. Em seguida aparecem reestruturações organizacionais, com 42%, e restrições orçamentárias, com 39%. Os dados foram reunidos em dezembro de 2025 e publicados em abril deste ano.
Na prática, os autores sugerem que ferramentas de IA aceleram tarefas e aumentam produtividade, mas podem não significar crescimento sustentável de receita. Comentários de especialistas destacam o risco de parecer ganho de eficiência quando a realidade é diferente.
Perspectiva no Brasil
No Brasil, executivos dizem que a IA também tem sido usada como justificativa para demissões. Lucas Oggiam, da Michael Page, afirma que a maioria das posições não exige domínio aprofundado de IA, tornando o argumento de demissão por IA plausível apenas em áreas técnicas.
Dados locais reforçam que demissões costumam ter motivação comportamental além de tecnológica. Em 2025, apenas 9% das empresas disseram que a IA substituirá totalmente atividades, enquanto 45% apontaram pouco ou nenhum impacto no quadro de funcionários.
Por outro lado, Ítalo Martins, da ABRH, vê a IA como fator decisivo na hora de dispensar. Ele destaca que a tecnologia é cada vez mais relevante no dia a dia, o que pode gerar desvantagens para quem não acompanhar a evolução.
Oggiam acrescenta que a IA já substitui funções transacionais e manuais, mas humanos ainda se destacam em tarefas que exigem julgamento de contexto. No recrutamento, habilidades como resolução de problemas e rapidez em aprender novas ferramentas continuam valorizadas.
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