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Pastores são acusados de fraude com cartão de crédito ligado ao Mercado Livre

Polícia Civil de São Paulo acusa grupo, incluindo três pastores, de fraude com estornos irregulares no Mercado Pago; prejuízo de ao menos R$ 263 mil

Pastores são acusados de fraude de cartão de crédito contra Mercado Livre
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  • A operação da Polícia Civil de São Paulo contra fraude envolvendo estornos irregulares e compras falsas foi deflagrada na terça-feira, 9, com prejuízo estimado a partir de R$ 263 mil ao Mercado Pago.
  • A ação mobilizou oito investigados na capital, Guarulhos e São Caetano do Sul, com mandados cumpridos e prisão autorizada pela Justiça.
  • Dois pastores de uma igreja da Zona Leste foram detidos, mas estavam fora do país e não foram localizados até o momento; terceiro pastor não teve identidade divulgada.
  • O golpe consistia em criar links de pagamento do Mercado Pago, enviados a cúmplices para efetuar pagamentos que eram desviados entre contas e, posteriormente, contestados junto às operadoras de cartão para obtenção de estorno. No total, foram 27 transações.
  • As investigações são conduzidas pela 3ª Delegacia da Divisão de Investigações sobre Crimes Cibernéticos (DICCIBER), e incluem participação de diversas fases da operação.

O que aconteceu: a Polícia Civil de São Paulo apresentou uma operação para desarticular um esquema de fraude envolvendo estornos irregulares no Mercado Pago, serviço financeiro do Mercado Livre. O grupo faturava com compras falsas e pagamentos que não teriam retorno, levando a prejuízos estimados acima de 250 mil reais.

Quem está envolvido: o conjunto de investigados inclui oito pessoas, entre elas três pastores. Dois líderes da organização foram presos, embora estivessem fora do país e ainda não tenham sido localizados. Um terceiro pastor teve a identidade divulgada pela polícia. As investigações apontam que o grupo atuava de forma estruturada, com participação de cúmplices.

Quando e onde: a operação da 3ª Delegacia de Investigações sobre Crimes Cibernéticos foi deflagrada nesta terça-feira (9), em ações na capital paulista e em Guarulhos e São Caetano do Sul. A Justiça autorizou 15 mandados de busca e apreensão, além da prisão de integrantes.

Como funcionava o golpe: segundo o DICCIBER, o esquema gerava pagamentos indevidos via Mercado Pago, com links de pagamento criados pelos líderes e enviados a contatos que atuavam como cúmplices. Após o pagamento, os valores eram transferidos entre contas do grupo e, em seguida, contestados junto às operadoras de cartão, resultando estornos que não eram reembolsados de fato pelo Mercado Livre.

Resultados até o momento: até o momento, foram identificadas 27 transações envolvendo o golpe. As investigações seguem para esclarecer a participação de mais pessoas e entender completamente a estrutura do grupo. As vítimas, segundo a polícia, incluíam empresas de e-commerce.

Atualização institucional: os acusados respondem por estelionato e associação criminosa. Ao todo, cinco prisões já foram efetuadas. As apurações continuam para confirmar novas suspeitas e possíveis desdobramentos.

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