- O relator Plínio Valério manteve o texto da autonomia financeira do Banco Central sem incorporar as alterações defendidas pela base do governo.
- A proposta cria receitas próprias para o BC, deixando de depender de repasses do Tesouro Nacional.
- Atualmente, recursos são transferidos ao Tesouro e retornam à autarquia por meio de um mecanismo de repartição.
- Os senadores governistas reivindicam que o BC permaneça sujeito aos limites de despesas e de gastos com pessoal definidos pelo CMN.
- A votação ocorreu com amplo aceno de cautela: há expectativa de uma base de apoio apertada, e o presidente da CCJ, Otto Alencar, manteve o relatório na pauta.
O senador Plínio Valério manteve o relatório sobre a autonomia financeira do Banco Central, sem incorporar as alterações defendidas pela base governista. A notícia foi publicada nesta quarta-feira, 10, e trata da tramitação do texto no Congresso.
A proposta de autonomia prevê que o BC passe a gerir receitas próprias, sem depender de repasses do Tesouro. Hoje, os recursos são transferidos ao Tesouro e retornam à autarquia, num mecanismo similar ao reparticionamento entre União e estados.
A base do governo defende que o BC permaneça submetido aos limites de gastos do CMN, o que limitaria a autonomia orçamentária do BC. Valério disse que não aceitou as condicionantes e que participa de reuniões com líderes partidários sobre a tramitação.
O relator ressaltou que a votação pode ocorrer em breve e mencionou a possibilidade de o governo tentar retirar o projeto de pauta. Segundo ele, caso seja votado, o resultado tende a ser apertado. O presidente da CCJ, Otto Alencar, manteve o relatório na pauta.
O BC tem contado com o apoio de alguns key players do mercado financeiro, que veem a autonomia como medida para preservar projetos estratégicos, como o Pix. O presidente da autarquia, Gabriel Galípolo, já participou de debates com o Congresso sobre o tema.
Analistas destacam que a autonomia exige ajustes operacionais internos, incluindo a continuidade de projetos e a gestão de servidores. Galípolo defendeu a autonomia como instrumento para assegurar a continuidade de políticas públicas digitais.
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