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Spreads de CRI e CRA superam pico da crise da Americanas

Spreads de CRI e CRA sobem desde março, com juros elevados e crise de Raízen e GPA, tornando CRIs e CRAs entre os maiores perdedores, conforme a Credit Guide

Octaciano Neto: “Cerca de 98% dos produtores não têm balanço auditado porque operam na pessoa física. O alocador olha os dados macro e sai do setor” — Foto: Divulgação
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  • Spreads de CRI e CRA já superaram o pico da crise de Americanas.
  • Levantamento da Credit Guide para o Valor aponta alta generalizada dos prêmios de risco desde março.
  • Fatores como juros elevados por longos períodos, guerra no Irã e pedidos de recuperação de Raízen e GPA contribuíram para um ambiente desfavorável ao crédito privado.
  • CRAs e CRIs ficaram entre os maiores perdedores desse movimento de elevação dos prêmios.
  • O estudo evidencia aumento generalizado dos prêmios de risco desses papéis no período analisado.

Spreads de CRI e CRA, títulos de crédito privado, já superaram o pico registrado durante a crise envolvendo a Americanas. O movimento é observado no mercado brasileiro de crédito privado e indica prêmio de risco mais elevado para esses papéis desde março.

Dados da Credit Guide, plataforma de análise de crédito privado, apontam elevação generalizada dos prêmios de risco de CRI e CRA no período. A divulgação foi feita ao Valor, com base em parâmetros de mercado e operacionais dos emissores.

Entre os fatores que pesam no cenário, aparecem juros altos por períodos prolongados, a guerra no Irã e pedidos de recuperação extrajudicial de duas gigantes: Raízen e GPA (Grupo Pão de Açúcar). Essas situações ampliam a percepção de risco no crédito privado.

Segundo a análise, CRAs e CRIs são alguns dos ativos mais afetados pela piora do ambiente de crédito. O aumento dos spreads reflete maior exigência de retorno para compensar possíveis inadimplências ou distorções no mercado.

A visão é de que o ambiente hostil ao crédito privado perdura, com impactos relevantes para emissores do agronegócio e do setor imobiliário representados por CRI e CRA. O relatório destaca a sensibilidade de fluxos de crédito a choques macroeconômicos e regulatórios.

As informações corroboram uma leitura de mercado de maior custo de captação para emissores privados, com efeito direto sobre liquidez e condições de financiamento no segmento de dívida corporativa no Brasil.

Fonte: Credit Guide, para o Valor.

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