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Tarifas: pragmatismo econômico importa, mas política influencia, diz Troyjo

Marcos Troyjo afirma que a resolução das tarifas Brasil–Estados Unidos exige pragmatismo econômico, mas a política dominará, com risco de escalada e retaliações

ex-presidente do Novo Bando de Desenvolvimento (o banco do Brics), Marcos Troyjo
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  • O ex-presidente do Novo Banco de Desenvolvimento, Marcos Troyjo, afirma que a resolução do impasse tarifário Brasil–Estados Unidos depende de pragmatismo econômico e de política.
  • Ele diz que a relação entre as duas maiores democracias está politizada e que nunca esteve tão distante no aspecto comercial.
  • Os EUA avaliam aplicar tarifas contra o Brasil pela Seção 301 e têm até 15 de julho para definir a proposta, passando por consultas públicas e audiências.
  • Economistas destacam que o impacto do tarifas pode ser menor, mas alertam para o risco de escalada, especialmente se o Brasil usar reciprocidade.
  • Cassiana Fernandes, economista-chefe para a América Latina do J. P. Morgan, defende reduzir fricções sem comprometer o investimento direto, ressaltando o risco de escalada.

O ex-presidente do Novo Banco de Desenvolvimento (Banco do Brics), Marcos Troyjo, afirma que a resolução do impasse tarifário entre Brasil e Estados Unidos exige pragmatismo econômico, mas também peso da política no diálogo entre as duas nações.

Segundo Troyjo, a relação entre os dois países está fortemente politizada, e não há registro recente de maior distância entre as duas maiores democracias. A fala ocorreu durante evento em São Paulo com autoridades e economistas.

O tema em debate é a possibilidade de o governo norte-americano impor tarifas adicionais ao Brasil, via Seção 301. A Casa Branca tem até 15 de julho para decidir sobre a definição e aplicação da proposta, que passará por consultas públicas.

O ex-presidente do BND destacou a necessidade de evitar impactos no fluxo de investimentos entre as economias, para não prejudicar o ambiente de negócios conjunto.

Entre os especialistas presentes, o entendimento foi de que o efeito imediato de um tarifão seria menor, mas há risco de escalada, especialmente se o Brasil adotar medidas de reciprocidade para retaliar.

Cassiana Fernandes, economista-chefe para a América Latina do JP Morgan, reiterou cautela: é preciso reduzir fricções sem prejudicar o investimento direto no país, ao mesmo tempo em que o Brasil não fica vulnerável a uma escalada tarifária.

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