- Vendas do varejo brasileiro cresceram 2,8% em maio frente a igual mês de 2024, mas recuaram 0,8% em relação a abril.
- O recuo mensal indica perda de fôlego da atividade, especialmente em segmentos mais dependentes de crédito.
- O mercado de trabalho permaneceu resiliente, ajudando a sustentar o consumo, mas endividamento alto e custo do crédito restringem a recuperação.
- Desempenho por segmento apontou queda em Material de Construção (-2,4%), Outros Artigos de Uso Pessoal e Doméstico (-1,6%), Artigos Farmacêuticos (-1,1%) e Combustíveis e Lubrificantes (-0,8%); houve alta em Livros/Jornais/Revistas/Papelaria (+13,4%), Tecidos/Vestuario/Calçados (+2,6%), Móveis/Eletrodomésticos (+1,5%) e Hipermercados/Alimentos/Bebidas/Fumo (+0,9%).
- Regionalmente, 23 estados apresentaram crescimento, com quedas em Alagoas (-2,4%), Distrito Federal (-1,9%), Ceará (-0,2%) e Acre (-0,1%); as maiores altas foram em Santa Catarina (+5,8%), Pará (+5,7%), Mato Grosso do Sul (+5,5%), Amazonas (+5,2%) e Rio de Janeiro (+5,2%).
O varejo brasileiro registrou alta de 2,8% em maio na comparação com igual mês de 2024, segundo o Índice do Varejo Stone. Em relação a abril, houve recuo de 0,8%, sinalizando perda de fôlego da atividade.
A leitura destaca maior retração em segmentos dependentes de crédito, conforme apontado pelo economista Guilherme Freitas, da Stone. O mercado de trabalho continua resiliente, ajudando o consumo, mas dívidas e custo do crédito limitam a recuperação.
Mercado de trabalho sustenta consumo. No entanto, o peso da renda comprometida com dívidas é citado como freio para uma recuperação mais robusta do varejo, segundo a análise da Stone.
Desempenho por segmento
Na leitura mensal, metade dos setores mostrou queda. Material de Construção (-2,4%) liderou as quedas, seguido por Outros Artigos de Uso Pessoal e Doméstico (-1,6%), Artigos Farmacêuticos (-1,1%) e Combustíveis e Lubrificantes (-0,8%).
Entre os destaques positivos, Livros, Jornais, Revistas e Papelaria avançaram 13,4%, seguidos por Tecidos, Vestuário e Calçados (+2,6%), Móveis e Eletrodomésticos (+1,5%) e Hipermercados, Supermercados, Alimentos, Bebidas e Fumo (+0,9%).
Desempenho regional
Na comparação anual, apenas Outros Artigos de Uso Pessoal e Doméstico recuou (-0,3%). Entre as altas, Livros, Jornais, Revistas e Papelaria subiu 15%, seguido por Combustíveis e Lubrificantes (11,9%), Hipermercados, Supermercados e Alimentos (4,6%), Tecidos, Vestuário e Calçados (3,4%).
Entre as 23 unidades federativas com crescimento, Santa Catarina teve o maior avanço (5,8%), seguido por Pará (5,7%), Mato Grosso do Sul (5,5%), Amazonas e Rio de Janeiro (5,2%), Amapá (5,1%), Sergipe (4,8%), Rondônia (4,5%), Mato Grosso (3,9%) e São Paulo (3,8%).
Freitas aponta que a desaceleração é desigual entre estados, refletindo dinâmicas locais de economia, crédito e renda familiar.
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