- A arrecadação do IOF atingiu o maior patamar em quatorze anos no ano passado, segundo a colunista Maria Carolina Gontijo, a Duquesa de Tax, no programa Fala, Duquesa.
- Em teoria, o IOF seria apenas regulatório para câmbio e crédito, mas o custo acaba repassado ao consumidor pela cadeia produtiva.
- Indústria, transportadoras e empresas dependem de crédito e operações financeiras; quando o custo aumenta, há elevação de preços.
- Caso as empresas não repassem os custos, podem reduzir investimentos, contratar menos ou atrasar expansão, repassando o peso da cobrança ao bolso do consumidor.
- A reportagem afirma que, de uma forma ou de outra, a conta chega ao consumidor, incluindo aos mais pobres.
O IOF, imposto sobre operações financeiras, atingiu no ano passado o maior patamar em 14 anos. A arrecadação recorde ocorre mesmo com a ideia original de regular câmbio, crédito e outras operações.
A análise é da colunista Maria Carolina Gontijo, a Duquesa de Tax, em participação no programa Fala, Duquesa. Ela explica que a alta não ficou apenas no papel, chegando ao bolso do consumidor.
Segundo a colunista, a cada ciclo de variação do IOF, a arrecadação aumenta, levando o custo do dinheiro a patamares vistos há 14 anos. A explicação anterior de regulação não impede o repasse para o público.
A cadeia produtiva depende de crédito e de operações financeiras. Indústria, transportes e empresas utilizam recursos financeiros para manter operações, e o efeito é repassado para preços e custos.
Quando operações ficam mais caras, empresas reduzem investimento, cortam contratações e apertam fornecedores. No fim, a conta costuma chegar ao consumidor, incluindo os mais pobres, conforme a análise.
Programa: a Duquesa de Tax comenta o noticiário econômico toda quinta-feira, às 9h30, no Estadão. Há também a edição do Não vou passar raiva sozinha, com vídeos para assinantes e conteúdos distribuídos na imprensa.
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