- Banco Mundial reduziu a previsão do Brasil para crescer 1,9% em 2026, de 2,0%, citando desaceleração do consumo.
- Para 2027, a projeção de crescimento do PIB brasileiro passou de 2,3% para 2,0%, com recuperação apenas com queda de juros, em ritmo mais lento que o apontado em janeiro.
- O relatório aponta que o choque do petróleo tem impacto limitado na América Latina, pois o Brasil é exportador líquido de commodities energéticas.
- Há pressões inflacionárias decorrentes do conflito na região, o que pode exigir medidas como teto de preços e subsídios a combustíveis.
- Para a América Latina e Caribe, o crescimento neste ano foi revisado de 2,3% para 2,2%, com riscos ligados à desaceleração global e juros elevados.
O Banco Mundial revisou a projeção de crescimento do Brasil para 2026, de 2% para 1,9%. A estimativa reflete uma desaceleração esperada do consumo no curto prazo. Para 2027, o órgão mudou a previsão de crescimento do PIB de 2,3% para 2%.
A instituição aponta que a atividade brasileira pode retomar fôlego a partir de 2027, com o recuo dos juros, ainda que em ritmo menor do que o previsto em janeiro. O cenário global mais fraco pesa sobre o ajuste.
O relatório também destaca que o choque de petróleo, decorrente dos conflitos no Oriente Médio, terá impacto limitado na América Latina, pois o Brasil é exportador líquido de commodities energéticas. Entretanto, as pressões inflacionárias devem exigir respostas de política econômica.
Perspectivas regionais e impactos
A América Latina e o Caribe devem crescer 2,2% em 2026, ante 2,3% anteriormente. O relatório ressalta riscos elevados ligados à desaceleração global, sobretudo nos Estados Unidos e na China, com juros altos por mais tempo.
Conforme o documento, o espaço para cortes de juros varia entre as economias da região, enquanto restrições fiscais dificultam estímulos à atividade. Subvenções a combustíveis e controle de preços são citados como medidas monitoradas.
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