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Banco Mundial reduz projeção do PIB do Brasil para 1,9% em 2026 e 2% em 2027

Banco Mundial reduz projeção do PIB do Brasil para 1,9% em 2026 e 2,0% em 2027, citando desaceleração do consumo e pressões energéticas

Engrenagem PIB Focus — Foto: Malcolm Lightbody/ Unsplash
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  • O Banco Mundial reduziu a projeção de crescimento do Brasil para 2026, de 2,0% para 1,9%, e para 2027, de 2,3% para 2,0%, conforme relatório de perspectivas globais.
  • A instituição aponta desaceleração da economia brasileira em 2026 devido ao menor avanço do consumo e à desinflação perdendo força por pressões no setor de energia, em meio ao conflito no Oriente Médio.
  • O Brasil é visto como beneficiado pela resiliência das exportações de commodities e energia na região.
  • A revisão inclui melhora gradual nos anos seguintes, com expectativa de 2,1% de média entre 2027 e 2028, conforme a desinflação avance e haja afrouxamento da política monetária.
  • Em nível regional, o Banco Mundial projeta crescimento da América Latina e do Caribe de 2,2% em 2026, com recuperação gradual para 2,5% em 2027–2028, conforme condições globais.

O Banco Mundial revisou para baixo a projeção de crescimento do Brasil em 2026, de 2% para 1,9%, mantendo 2% para 2027 e 2,2% para 2028. A atualização foi divulgada nesta quinta-feira (11) no relatório sobre perspectivas econômicas globais.

A instituição aponta que a economia brasileira deve desacelerar em 2026, com menor avanço do consumo. O processo de desinflação perdeu força, impactado por novas pressões no setor de energia ligadas ao conflito no Oriente Médio.

O Banco World destaca ainda a resiliência das exportações de commodities e de energia na região, além de efeitos positivos de tarifas americanas mais baixas para as exportações de curto prazo. O acordo UE-Mercosul também favorece o comércio.

Desempenho regional e horizonte próximo

Para a América Latina e o Caribe, o banco projeta 2,2% de crescimento em 2026, diante de demanda interna fraca e menor dinamismo global. Em 2027–2028, a perspectiva é de melhoria gradual, com média de 2,5%.

A instituição aponta que a melhora definitiva depende da flexibilização da política monetária global e de condições econômicas mais favoráveis, que devem sustentar o crescimento regional nos anos seguintes.

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