- Grupos de bancos tentam ingressar no Chapter 11 da Ambipar nos Estados Unidos para barrar o plano de reestruturação que privilegia credores externos, com subsidiárias americanas, incluindo a Ambipar Response.
- A audiência está marcada para 22 de junho, em Houston (Texas), para discutir o ingresso no processo; entram Bradesco, Sumitomo e Banco do Brasil, além da Caixa Econômica Federal, que detém debêntures.
- Os credores externos, que detêm mais de cinquenta por cento da dívida, buscam direito de voto no plano e participação na distribuição de ativos nos EUA.
- A dívida total da Ambipar é de R$ 10,5 bilhões; credores externos respondem por cerca de R$ 5,4 bilhões, debentures somam R$ 3 bilhões e bancos, R$ 2 bilhões.
- A Ambipar entrou com recuperação judicial no Brasil em outubro do ano passado; bancos questionam conduta da empresa e buscam participação noChapter 11.
Um grupo de bancos busca ingressar no processo de recuperação judicial da Ambipar nos EUA para tentar impedir o plano de reestruturação, desenhado com os detentores de títulos emitidos no exterior.
Segundo informações, a ambição dos credores é votar no Chapter 11 e participar da distribuição de ativos, já que os bondholders detêm mais de 50% da dívida do grupo. A assembleia de credores deve ocorrer em breve.
A audiência para avaliar o pedido está marcada para 22 de junho, em Houston, Texas. A ideia é permitir a entrada no processo mesmo após o prazo de 18 de fevereiro ter expirado.
Quem está envolvido
- Bradesco, Sumitomo e Banco do Brasil entraram com o pedido de ingresso no Chapter 11, segundo apuração da Coluna.
- Caixa Econômica Federal também pediu ingresso, na condição de detentora de debêntures do grupo Ambipar.
- A Caixa foi uma das maiores compradoras de debêntures, em 2022 e 2024, totalizando R$ 1,75 bilhão.
Contexto financeiro
A Ambipar está em recuperação judicial desde outubro do ano passado, com passivo de R$ 10,5 bilhões. Os bondholders concentram a maior parte dos créditos, cerca de R$ 5,4 bilhões, seguidos por debentures (R$ 3 bilhões) e bancos (R$ 2 bilhões).
Plano de recuperação
A gestão ambiental estaria prestes a fechar um acordo de reestruturação com os bondholders, que sofrerá a entrega de subsidiárias americanas, incluindo a Ambipar Response. O objetivo é estruturar a saída com foco nos credores externos.
Desdobramentos e posicionamentos
A estratégia de priorizar credores externos já gerou resistência entre outros credores, que questionam a condução do processo no Brasil. Procurados, Bradesco, Banco do Brasil e Sumitomo não se pronunciaram; a Ambipar também não comentou. Procuradas, não houve resposta de outros envolvidos.
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