- A Operação Trinus aponta que o Baile da Disney, na Maré, funciona como engrenagem econômica do Terceiro Comando Puro, movimentando dinheiro e fortalecendo o poder da facção.
- O evento movimenta mercadorias roubadas, celulares furtados e outros itens de origem criminosa, além de gerar receita com venda de bebidas, alimentos e espaços controlados pela organização.
- A decoração inspirada em personagens infantis atrai frequentadores de várias regiões, mas a polícia afirma que o baile também serve para demonstrar domínio territorial do grupo.
- Vídeos analisados mostram traficantes armados entre o público, com carreatas e apresentações em que fuzis são exibidos.
- A apuração indica que a Maré é base logística para diversas atividades criminosas, com depósitos de mercadorias roubadas, lojas de celulares suspeitos e contrabando de cigarros eletrônicos, além de apreensões como fuzis, drogas e uma estrutura de mineração de criptomoedas.
O Baile da Disney, realizado na Vila do João, região da Maré, no Rio de Janeiro, é alvo de investigação da Polícia Civil. A operação Trinus aponta que o evento, que atrai milhares de pessoas, funciona como uma engrenagem econômica do Terceiro Comando Puro (TCP). A atividade envolve movimentação de dinheiro, venda de drogas e escoamento de materiais ilícitos dentro do território sob controle da facção.
Segundo as apurações, o baile funciona como um shopping clandestino a céu aberto. Mercadorias roubadas, celulares furtados e outros itens de origem criminosa são comercializados durante o evento, aproveitando o fluxo de pessoas. A estrutura de venda de bebidas, alimentos e espaços controlados pela organização também gera receita para financiar outras ações do grupo.
Evidências e objetivos estratégicos
A polícia afirma que, além da arrecadação financeira, o baile cumpre papel de demonstrar domínio territorial e projetar poder dentro das áreas dominadas pelo TCP. Vídeos analisados pelas autoridades mostram traficantes circulando armados entre o público, em carreatas e apresentações musicais.
Logística e alcance do crime
As investigações indicam que a Maré funciona como base logística para diversas atividades ilícitas. A proximidade com vias expressas como Avenida Brasil, Linha Vermelha e Linha Amarela facilita o transporte de mercadorias roubadas e a movimentação de membros da facção pela cidade. Parte dos itens roubados das vias chega às comunidades controladas pelo TCP, onde são armazenados, revendidos ou usados para abastecer o comércio dos bailes.
Apreensões durante a operação
Durante a Operação Trinus, agentes localizaram depósitos com mercadorias roubadas, lojas que vendiam celulares de origem suspeita e cigarros eletrônicos contrabandeados. Também foram apreendidos fuzis, granadas, veículos roubados, estufas de maconha, um laboratório de cocaína e até uma estrutura destinada à mineração de criptomoedas.
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