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Guerra no Oriente Médio eleva preço de tênis no Brasil, afirma Vulcabras

Guerra no Oriente Médio eleva o petróleo, encarecendo insumos de sola e levando a Vulcabras a reajustar preços de alguns modelos

Pedro Bartelle, CEO da Vulcabras: "Com essa guerra e a volatilidade do petróleo, a gente sofre muito nos nossos insumos, principalmente de sola" (Leandro Fonseca /Exame)
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  • A guerra no Oriente Médio elevou o preço do petróleo, encarecendo insumos usados na produção de tênis, especialmente as solas.
  • Segundo o CEO da Vulcabras, cerca de oitenta por cento dos insumos são adquiridos no Brasil, mas o custo das matérias-primas acompanha a cotação internacional do petróleo.
  • A companhia já reajustou preços de parte de seus modelos, com expectativa de continuidade de alta caso o cenário não se normalize.
  • A Vulcabras manteve o foco em rentabilidade, ajustando coleções, renegociando custos e investindo em produtos de melhor custo-benefício.
  • Em 2025, a empresa faturou 4,1 bilhões de reais, atingiu 23 trimestres seguidos de crescimento, expandiu canais diretos e iniciou operação da Olympikus na Espanha com a linha Corre.

A guerra no Oriente Médio tem impactado o custo de insumos no setor de calçados. A Vulcabras, dona da Olympikus, informou que a alta do petróleo elevou o preço de matérias-primas e pressionou a margem de lucro. O efeito já atingiu valores de espumas usadas nas entressolas.

Segundo o CEO Pedro Bartelle, a maioria dos insumos é comprada no Brasil, mas a cotação internacional do petróleo influencia os custos. A empresa já autorizou reajustes em parte de sua linha de tênis, para manter a rentabilidade mesmo com custos mais altos.

A companhia, que passou por uma virada estratégica, também cita o cenário macroeconômico como fator de atenção. Inflação, eleições e a Copa do Mundo são considerados ao planejar lançamentos e renegociar custos.

O que aconteceu e quem está envolvido

Bartelle explicou que a volatilidade do petróleo aumentou o custo de insumos, com impactos em modelos usados e na produção. A Vulcabras atua com Olympikus, Mizuno e Under Armour no Brasil, sob gestão da Vulcabras.

A empresa reconhece que nem todos os produtos tiveram reajuste, mas muitos itens da coleção já subiram de preço. A estratégia é alongar a vida útil de projetos, sem perder a competitividade.

O contexto financeiro e a estratégia de atuação

A Vulcabras fechou o último ano com faturamento de 4,1 bilhões de reais e 23 trimestres consecutivos de crescimento. No primeiro trimestre, houve expansão de margem bruta e EBITDA, mesmo diante de custos elevados.

Para enfrentar o ambiente, a companhia aposta em coleções adaptadas, renegociação de contratos e foco em produtos com melhor relação custo-benefício. O objetivo é manter saúde financeira e resultados estáveis.

Expansão e ambições internacionais

A empresa investe para ampliar canais diretos, com e-commerce respondendo por mais de 15% das vendas diretas e duas novas lojas monomarca da Under Armour previstas neste ano. A Olympikus iniciou operações na Espanha com a linha Corre, abrindo espaço para outros mercados.

Com 24 mil colaboradores, fábricas na Bahia e no Ceará, e um Centro de Pesquisa em Parobé (RS), a Vulcabras mantém foco na inovação, velocidade de desenvolvimento e proximidade com consumidores para sustentar o crescimento.

Perspectivas e desempenho futuro

A companhia afirma que o cenário global de incertezas exige adaptação constante, sem abrir mão da velocidade de entrega. A aposta é manter a liderança no Brasil enquanto expande presença internacional de forma gradual.

O relato de Bartelle aponta que a visão é seguir inovando, com lançamentos em amortecimento e placas de propulsão para alta performance, mantendo equilíbrio entre crescimento e rentabilidade.

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