- Economista Fernando Agra afirma que as perspectivas para o segundo semestre não são otimistas, tanto para a economia global quanto para a brasileira.
- O dólar abriu em queda, cotado a R$ 5,16, mas a tendência das últimas semanas é de alta.
- Mercados seguem receosos com a escalada entre Estados Unidos e Irã e com ataques aéreos na região.
- O CPI americano de maio ficou em 4,2%, acima da meta, pressionado pelo aumento do petróleo, energia e combustíveis.
- A possibilidade de novos aumentos de juros nos EUA para conter a inflação pode fortalecer o dólar; quanto mais durar a guerra, pior para as moedas e as bolsas.
O economista Fernando Agra afirmou que as perspectivas para o segundo semestre não são otimistas, em entrevista ao Conexão Record News. A análise considera tanto a economia global quanto a nacional.
Apesar de o dólar ter aberto em queda nesta quinta-feira, 11, a R$ 5,16, a tendência recente é de alta. O movimento é visto como adverso para ativos locais diante de incertezas.
O temor de uma nova escalada no conflito no Oriente Médio sustenta a cautela dos mercados. Ataques aéreos entre EUA e Irã aumentam a percepção de volatilidade e risco.
Segundo Agra, o CPI dos EUA ficou em 4,2% em maio, acima da meta, pressionado pela alta de petróleo e energia. O cenário eleva a chance de reajustes adicionais de juros.
Com a chamada “superquarta” na próxima semana, as taxas de juros norte-americanas podem subir para conter a inflação. A expectativa aumenta a saída de capital do Brasil em direção aos EUA.
Para o economista, quanto mais durar o conflito, maior o impacto sobre a economia global. O resultado é uma pressão contínua sobre economias emergentes e câmbio local.
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