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Pobreza cai a menor nível nas metrópoles, mas desigualdade aumenta

Pobreza cai para a menor taxa entre metrópoles desde 2012, mas desigualdade cresce entre ricos, segundo boletim da PUCRS Data Social e Observatório das Metrópoles

Moradias de Paraisópolis, em São Paulo, em contraste com prédios ao fundo
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  • A pobreza nas regiões metropolitanas caiu para 18,4% em 2025, menor nível da série histórica iniciada em 2012.
  • Em números absolutos, 15,2 milhões de pessoas eram pobres nas metrópoles em 2025; a extrema pobreza foi de 2,6 milhões (3,2%).
  • A renda média per capita nas metrópoles foi de R$ 2.766 por mês em 2025, alta de 6,8%; entre os 40% mais pobres houve média de R$ 734 e entre os 10% mais ricos, R$ 11.837.
  • O índice de Gini subiu a 0,541 em 2025, ante 0,533 em 2024, marcando o quarto menor valor da série iniciada em 2012, mas indicando avanço da desigualdade.
  • Há variações regionais: Brasília teve maior desigualdade (Gini de 0,570) e Florianópolis apresentou a menor pobreza (7,7%), com a Fortaleza registrando 34,1% nessa métrica.

A pobreza entre as regiões metropolitanas brasileiras recuou para 18,4% em 2025, frente a 19,5% em 2024. O dado faz parte do 17º boletim Desigualdade nas Metrópoles, elaborado pela PUC-RS Data Social em parceria com o Observatório das Metrópoles. Abrange as 22 principais metrópoles do país.

O levantamento aponta que a renda aumentou para todos os grupos, inclusive os mais pobres, o que explica a queda da pobreza. Apesar disso, a ascensão foi menor entre os mais ricos, o que acentuou a desigualdade conforme o índice de Gini.

A renda domiciliar per capita subiu para R$ 2.766 em 2025, com alta de 6,8% frente a 2024, marcando novo recorde. Entre os 40% mais pobres, a renda média foi de R$ 734, enquanto os 10% mais ricos chegaram a R$ 11.837.

Desempenho da renda e da pobreza

Para 2025, 15,2 milhões de pessoas eram pobres nas metrópoles, o menor contingente da série. A pobreza extrema caiu de 3,4% para 3,2%. Nesse grupo, estimam-se 2,6 milhões de indivíduos.

Os dados indicam que a linha de pobreza mensal ficou em cerca de R$ 729, e a de extrema pobreza em torno de R$ 229. Comparando com 2021, houve queda expressiva no total de pobres.

Desigualdade entre regiões

Brasília teve o maior índice de Gini entre as metrópoles, em 0,570, enquanto Cuiabá registrou o menor, 0,459. O Nordeste concentra fortes variações regionais, com Fortaleza apresentando a maior pobreza entre as capitais utilizadas no estudo (34,1%).

Na Grande São Paulo, a pobreza ficou em 13,1%, abaixo da média das metrópoles (18,4%). Em contrapartida, a extrema pobreza chegou a 6,6% em São Luís, apontando disparidades significativas entre as regiões.

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