Em Alta Copa do Mundo NotíciasPessoasAcontecimentos internacionaisPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Presidente do Sindifisco acusa Receita de promover asfixia financeira de facções

Receita Federal rastreia ativos de facções em fintechs e postos de combustível para frear lavagem de dinheiro, diante do déficit de auditores

Photo
0:00
Carregando...
0:00
  • Dão Real, presidente do Sindifisco Nacional, afirmou que a Receita Federal atua para desarticular as finanças de facções como PCC e Comando Vermelho.
  • Segundo ele, fintechs e postos de combustível são usados para lavagem de dinheiro, com beneficiários reais e fluxos financeiros ocultos sendo investigados.
  • A Operação Carbono Oculto foi citada como exemplo de domínio do crime na cadeia de combustíveis, desde refinarias até milhares de postos.
  • Brasil: bancos digitais e “contas bolsão” dificultam a identificação de donos de recursos, levando a normas que obrigam a declaração de CPF dos beneficiários.
  • Real destacou que a Receita complementa a Polícia Federal: fiscalização foca em medidas econômicas para reduzir o “oxigênio” financeiro do crime; o déficit de auditores — seis mil e oitocentos ativos — é o principal obstáculo, sendo necessária abertura de novos concursos.

Dão Real, presidente do Sindifisco Nacional, participou do JR ENTREVISTA desta quinta-feira para falar sobre o papel da Receita Federal na desarticulação de finanças de organizações criminosas, o monitoramento de fintechs e o déficit de servidores na fiscalização de portos e fronteiras.

Segundo o dirigente, facções como PCC e Comando Vermelho atuam hoje como conglomerados empresariais que se infiltram na economia formal para ocultar ativos. A Receita atua rastreando patrimônios, beneficiários reais e fluxos financeiros sem origem declarada.

Real destacou que, na prática, auditores encontram fluxos usados para esconder ativos de facções criminosas, não apenas em tráfico de drogas ou armas. Um exemplo citado foi a Operação Carbono Oculto, que mostrou domínio do crime organizado na cadeia de combustíveis.

O trecho sobre lavagens de dinheiro envolve o uso de postos de gasolina, refinarias e redes de distribuição para reduzir riscos e ampliar lucros, com práticas como sonegação e venda de combustível adulterado com metanol.

Ele explicou ainda o uso de bancos digitais e contas bolsão para dificultar a identificação dos reais donos do dinheiro, reforçando a necessidade de normas que equiparem fintechs às instituições tradicionais quanto à declaração de CPFs dos beneficiários.

Antes do monitoramento específico, o crime utilizava plataformas digitais para “esquentar” recursos via fundos de investimento, que financiavam a aquisição de bens reais e empresas legais.

Real ressaltou que a missão da Receita complementa a atuação da Polícia Federal. Enquanto a polícia prende, o fisco atua na desarticulação econômica do crime, reduzindo o oxigênio financeiro das organizações.

A entrevista também tratou da escassez de pessoal. A Receita tem hoje cerca de 6.800 auditores ativos, metade do quadro de 2014, o que sobrecarrega a fiscalização aduaneira e a identificação de fraudes complexas.

Ele defendeu a realização de novos concursos, afirmando que tecnologia não substitui a análise humana necessária para lidar com grandes volumes de dados.

Importância da fiscalização no combate ao crime

A conversa reforçou que, mesmo com avanços tecnológicos, a fiscalização depende de pessoal qualificado para acompanhar operações complexas e evitar brechas no sistema financeiro.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais