- A rupiah é a moeda da Ásia com pior desempenho neste ano, pressionada desde o fim de 2024 após a eleição do presidente Prabowo Subianto.
- A moeda caiu até 8% nos primeiros seis meses de 2026, chegando a 18.190 por dólar no início de junho.
- Preocupações com a conjuntura da Indonésia aumentaram com a guerra no Irã e o aumento dos preços de energia, devido à dependência de petróleo importado.
- O banco central da Indonésia elevou as taxas de juros de forma adiantada em 9 de junho para conter a depreciação.
- A queda da rupiah não ocorria em nível tão fraco desde a crise financeira asiática de 1997-1998.
A rupia da Indonésia registrou novos mínimos nesta segunda metade de 2024, após investidores reavaliarem o cenário fiscal do país com a eleição do presidente Prabowo Subianto. A moeda já enfrentava pressão e não operava em níveis tão fracos desde a crise financeira asiática de 1997-1998, sinalizando volatilidade elevada no mercado local.
Nos meses recentes, o cenário externo também contribuiu para a piora. O conflito entre Irã e outros fatores geopolíticos elevam preços de energia, aumentando custos para uma economia dependente de importação de petróleo. Esse pano de fundo ampliou a sensação de risco entre investidores.
Entre janeiro e junho de 2026, a rupia já caiu até 8% frente ao dólar, segundo dados de mercado. Em meados de junho, a moeda atingiu o menor patamar histórico, em torno de 18.190 por dólar, ampliando preocupações sobre inflação e custo de financiamento.
Medida de ajuste
Em um movimento inesperado para conter a depreciação, o banco central da Indonésia decidiu elevar os juros em 9 de junho, antecipando o ciclo de aperto monetário. A instituição afirmou que a decisão visa estabilizar a rupia, conter pressões inflacionárias e preservar a credibilidade da política econômica.
Analistas destacam que o passo busca reduzir saídas de capital e manter condições de financiamento mais estáveis para o governo e o setor corporativo. O efeito esperado é trazer mais previsibilidade ao câmbio e aos preços domésticos, ainda que o impacto sobre o crescimento seja monitorado pelas autoridades.
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