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Trump afirma gostar da inflação enquanto EUA registram alta de preços em 3 anos

Inflação nos EUA sobe 4,2% em maio, maior em três anos, puxada pela energia; Trump diz que ama a inflação e aposta em queda após o fim da guerra com o Irã

Donald Trump disse que 'ama a inflação' ao comentar nova subida de preços nos EUA
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  • Dados do BLS mostram inflação de 4,2% nos últimos 12 meses até maio, frente a 3,8% em abril.
  • Contas de energia subiram mais de 25% desde o início da guerra entre EUA, Israel e Irã.
  • O presidente Donald Trump disse que “ama a inflação” durante a divulgação dos números.
  • Trump afirmou que a inflação cairá quando o conflito com o Irã terminar; mais tarde, os EUA bombardearam o Irã.
  • Economistas e o Federal Reserve analisam o cenário: a taxa de juros deve ficar entre 3,5% e 3,75% no próximo mês, com possibilidade de alta se a inflação persistir.

O aumento dos preços nos Estados Unidos acelerou no mês de maio, com o índice de inflação aos consumidores (CPI) em 4,2% na comparação anual. A leitura, a mais alta em três anos, confirmou ritmo de alta frente abril, que ficou em 3,8%.

Segundo o Departamento do Trabalho, a inflação foi puxada pela energia, cujos custos subiram mais de 25% desde o início da escalada envolvendo Irã e Israel. Os dados refletem efeitos econômicos diretos de tensões geopolíticas na região.

Na Casa Branca, o presidente Donald Trump disse publicamente que gosta da inflação, ao comentar os números de maio. O tom gerou rubrica para analistas sobre as âncoras políticas da agenda econômica.

Mais cedo no dia, Trump atribuiu parte da variação ao desempenho de mercados de energia, citando ações noturnas alegadas para reduzir petróleo emitido pelo Irã. Segundo ele, tais fatores teriam contribuído para uma leve queda nos preços.

Ainda sobre o CPI, o relatório indica que a inflação permanece bem acima da meta do Fed em muitos meses recentes, criando pressão para decisões sobre juros. O novo presidente do banco central, Kevin Warsh, deve anunciar a primeira decisão em breve.

Economistas divergem sobre o caminho da política monetária. Enquanto alguns defendem manter as taxas entre 3,5% e 3,75%, outros apontam que dados persistentes de inflação podem levar a aumentos adicionais.

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