- Dados do Escritório de Estatísticas do Trabalho indicam inflação de 4,2% em maio, frente a igual mês do ano anterior, puxada pelo aumento dos custos com energia em meio ao conflito no Oriente Médio.
- Trump afirmou que “ama a inflação” e prometeu que ela cairá assim que a guerra com o Irã terminar, enquanto as bolsas de petróleo seguem pressionadas.
- Gasolina nos EUA tem alta significativa: preço médio do galão em cerca de US$ 4,15, com energia em geral quase 25% mais cara em maio ante 12 meses.
- Irã fechou o estreito de Ormuz, restringindo parte do fornecimento mundial de petróleo; EUA disseram ter realizado ataques noturnos contra o Irã.
- Economistas avaliam que, mesmo com resolução rápida, pode levar tempo para normalizar o fluxo de bens; o Fed pode manter as taxas entre 3,5% e 3,75% na próxima reunião.
O presidente dos EUA, Donald Trump, disse na Casa Branca que admira a inflação após novos dados mostrarem alta de preços. A divulgação ocorreu nesta semana, com o aumento de maio superando o ritmo visto em abril.
Dados do Bureau of Labor Statistics mostraram inflação de 4,2% em maio ante o mesmo mês do ano anterior, impulsionada pela elevação nos custos de energia. O resultado marca a taxa mais alta em três anos.
Trump também afirmou que ações noturnas americanas teriam retirado milhões de barris de petróleo do Irã, o que, segundo ele, ajudou a reduzir ligeiramente os preços. Em seguida, o governo informou ataques contra o Irã.
O petróleo segue operando acima dos níveis de antes do conflito. O índice Brent continua negociando em patamar elevado, refletindo incertezas sobre oferta global.
Inflação avança por terceiro mês
A inflação nos EUA subiu pelo terceiro mês consecutivo, pressionando eleitores e investidores. Analistas ressaltam que mesmo com uma possível resolução rápida, o fluxo de bens pelo estreito de Ormuz pode demorar a se normalizar.
O governo federal monitora a trajetória de preços, especialmente a energia, que apresentou elevação significativa em maio, destacando o peso da gasolina e da eletricidade nas contas.
No radar, o custo com passagens aéreas, cuidados médicos, lazer e comunicação também registrou alta, segundo o CPI. A meta de inflação do Fed permanece em 2%.
Desafios ao Fed
A inflação acima da meta impõe desafio para o novo presidente do Federal Reserve, antes da decisão sobre juros. Economistas divergem sobre o rumo das taxas, entre manutenção e possível alta.
Espera-se que as taxas permaneçam entre 3,5% e 3,75% no próximo mês, mas persistência de alta inflacionária pode abrir margem para ajuste. O mercado acompanha as próximas divulgações de dados.
Analistas destacam que, mesmo se houver fim do conflito, o impacto econômico pode perdurar até 2027 devido a interrupções logísticas. Empresas e consumidores sentem o efeito da inflação elevada.
O caso político norte-americano envolve críticas ao tom do governo sobre a economia. Diversos parlamentares destacam a importância de ações que mantenham a inflação sob controle sem prejudicar o crescimento.
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