- A União Europeia avalia a reabertura do mercado para pescado brasileiro, acompanhada de auditorias e discussões regulatórias.
- Especialistas alertam para impactos das mudanças climáticas, com a possibilidade de um Super El Niño em 2026, que pode alterar ecossistemas marinhos, rotas migratórias e padrões de captura.
- Aumento moderado da temperatura da água já tende a mudar o comportamento de espécies, levando a menores volumes de captura em algumas expedições.
- A lagosta pode sofrer com o aquecimento dos oceanos, afetando recifes e habitats onde a espécie vive.
- A piscicultura vê oportunidades, destacando possibilidade de liberação parcial pela UE e ganhos com o acordo Mercosul-UE, mas a rastreabilidade ambiental continua como ponto de atenção.
A União Europeia avalia a possibilidade de reabrir o mercado de pescado brasileiro, em meio a discussão regulatória e comercial entre as partes. A auditoria em curso busca confirmar se as normas operacionais atendem aos padrões da UE.
Especialistas destacam impactos das mudanças climáticas sobre a pesca. A previsão de um possível Super El Niño em 2026 preocupa, pois pode alterar ecossistemas marinhos e rotas de migração de peixes, segundo pesquisadores.
Temperaturas da água já elevadas provocam mudanças no comportamento de espécies, aponta Humberto Hazin. Em várias expedições, embarcações voltaram com capturas menores do que em anos anteriores, sinal de pressão sobre a atividade.
Como a lagosta depende menos de grandes migrações, o aquecimento pode afetar recifes e habitats onde o crustáceo vive, aumentando a dificuldade de localização pelos pescadores. A percepção é de que estoques não se recuperam rapidamente, segundo profissionais.
Piscicultura vê oportunidade de reabertura
O setor de piscicultura acompanha a auditoria com cautela e expectativa. From 2018, representantes questionam a abrangência das restrições da UE, defendendo que a produção em cativeiro de tilápia e camarão não deve ficar sujeita aos mesmos limites da pesca extrativa.
Para produtores, uma liberação parcial já representa avanço relevante, especialmente em um contexto de acordo Mercosul-UE, que prevê redução de tarifas em diversos segmentos. Francisco Medeiros, da Peixe BR, afirma que o setor está preparado para atender às exigências europeias.
Especialistas lembram que a rastreabilidade ambiental continuará em foco. Entre os pontos de atenção estão o uso de pesticidas próximos a áreas aquícolas, cuja fiscalização deve acompanhar qualquer eventual reabertura.
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