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Verticalização e bem-estar animal ganham espaço nos laticínios brasileiros

Verticalização e bem-estar animal fortalecem laticínios com rastreabilidade, qualidade estável e maior valor agregado frente às importações

Preocupação com qualidade também está presente na logística da operação
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  • Crescente verticalização da produção e bem-estar animal ganham espaço no setor, com foco em rastreabilidade, certificações e diferenciação para atender o mercado premium.
  • A RAR Agro & Indústria controla toda a cadeia, da alimentação ao laticínio, buscando padronização e qualidade ao longo do ano.
  • A operação leiteira da empresa está entre as maiores do país, com cerca de 52 mil litros por dia, rebanho de vacas holandesas e média de 36 litros por animal, mantendo dieta constante ao longo do ano.
  • A logística privilegia proximidade entre fazenda e unidade industrial, com distância inferior a um quilômetro para reduzir riscos e preservar a qualidade.
  • Certificação de bem-estar animal e foco em produtos premium, como queijos especiais e manteigas artesanais, refletem a demanda do mercado por origem, qualidade e transparência, em meio à concorrência internacional.

A verticalização da produção e o bem-estar animal ganham espaço no setor de laticínios brasileiro, em meio a importações e a demanda por qualidade. Empresas investem em rastreabilidade, controle de toda a cadeia e certificações para agregar valor aos produtos. A busca não é apenas por eficiência, mas por diferenciação.

A RAR Agro & Indústria destaca esse movimento como ferramenta de padronização e competitividade. O CEO Angelo Sartor afirma que integrar todas as etapas da produção ajuda a manter padrão estável ao longo do ano, desde a alimentação animal até a laticínio final.

O modelo da empresa abrange silagem, alimentação, fazenda de leite e indústria, com o objetivo de reduzir variações que comprometam a matéria-prima e o produto final. O foco é chegar a um leite com qualidade previsível para a fabricação de queijos e derivados.

Controle total e logística como diferencial

A proximidade entre fazenda e unidade industrial é citada como exemplo de eficiência: o leite é ordenhado e transportado em menos de um quilômetro, reduzindo riscos de quebra de qualidade. Sartor ressalta que esse manejo reduz impactos durante o transporte.

A operação leiteira da RAR está entre as maiores do país, com a maior fazenda de leite no Rio Grande do Sul e produção diária de cerca de 52 mil litros. O rebanho é formado por vacas da raça holandesa, reconhecida pela alta produtividade.

Além do volume, a consistência da produção é enfatizada. A alimentação permanece estável ao longo de 365 dias, o que assegura o mesmo padrão de leite e de produtos. A empresa afirma manter dieta constante para evitar variações na qualidade.

A certificação de bem-estar animal é um pilar da estratégia. A RAR foi uma das primeiras operações do Sul a obter esse selo, que atesta conforto, saúde e manejo adequado. O certificado é visto como compromisso permanente, não apenas ferramenta de marketing.

Tendência de mercado e futuro do setor

Sartor aponta que o consumidor quer acesso à origem e aos cuidados na criação dos animais. A transparência da cadeia produtiva ganha relevância para a percepção de valor das marcas, especialmente no segmento premium.

O portfólio de produtos premium, como queijos especiais, manteigas artesanais e cremes de alto valor, passa a representar parte relevante da estratégia de muitas empresas diante da concorrência internacional. O objetivo é agregar valor por unidade vendida.

Com as tarifas de importação em perspectiva de queda entre Mercosul e União Europeia, o setor espera maior competição com produtos europeus. A indústria aposta em atributos difíceis de replicar: rastreabilidade, controle da cadeia e proximidade com o consumidor.

Sartor sustenta que o futuro passa pela combinação de eficiência, qualidade e transparência. Quem entregar esses elementos de forma consistente ganha vantagem competitiva nos próximos anos, segundo o executivo.

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