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VW usará engenharia chinesa para competir com rivais no Brasil

Volkswagen Brasil aposta em plataformas chinesas para competir no Brasil, buscando agilidade e menor dependência de importados diante de estoque de 300 mil veículos

Ciro Possobom, presidente da Volkswagen Brasil, diz estar otimista com a próxima geração de carros da marca, apesar da concorrência chinesa. Foto: Volkswagen/Divulgação
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  • A Volkswagen Brasil planeja usar engenharia chinesa, adaptando plataformas do mercado da China para atender ao consumidor local, conforme afirma o presidente Ciro Possobom.
  • A empresa diz não dever nada em preço ou tecnologia aos chineses, buscando equilíbrio entre engenharia alemã e agilidade chinesa.
  • O foco de próximos passos envolve eletrificação com modelos híbridos flex e mudanças de ritmo no desenvolvimento de SUVs e picapes.
  • Possobom critica a estratégia de marcas que importam veículos e peças, destacando risco de desindustrialização e estoque de 300 mil veículos importados no Brasil, sendo 60% de marcas chinesas.
  • No cenário financeiro, as vendas da Volkswagen subiram 20% de janeiro a maio, enquanto o setor de veículos leves avançou 18% no mesmo período, deixando a empresa em um momento financeiro forte e com perspectivas otimistas.

A Volkswagen Brasil aposta na engenharia chinesa para enfrentar a concorrência local. O tom do anúncio veio do presidente da empresa no Brasil, Ciro Possobom, que sinaliza a adaptação de plataformas do mercado chinês para atender ao consumidor brasileiro, sem abrir mão de competitividade.

O executivo enfatiza que não haverá queda de padrões nem desconto de preço para acompanhar rivais chineses. O desafio, segundo ele, é unir a vocação alemã de engenharia com a agilidade de ciclos de desenvolvimento mais curtos vistos na China e a flexibilidade brasileira.

Os próximos passos da VW no Brasil passam pela eletrificação, com foco em modelos híbridos flex que conciliem performance e eficiência. A estratégia visa manter a posição da marca diante da pressão de novas marcas e da importação.

Guerra contra os importados e estoque de 300 mil veículos

Possobom criticou a estratégia de novas marcas apoiadas por importação, destacando risco de desindustrialização pela montagem local fracionada. A visão é de que políticas como o Move não freiam totalmente a competição de quem investe em fábricas no País.

Dados apresentados pela direção indicam que há 300 mil carros importados em estoque no Brasil, sendo 60% de marcas chinesas. A empresa mencionou ainda que a alta recente do Imposto de Importação para veículos elétricos e híbridos deve demorar a afetar o mercado, uma vez que segue com vantagens de CKD e SKD, com desconto de 14% até o fim do ano.

Desempenho financeiro e perspectivas

Apesar do cenário competitivo, a Volkswagen Brasil registra bom desempenho. Entre janeiro e maio, as vendas de veículos leves no Brasil cresceram 18%, enquanto os emplacamentos da VW aumentaram 20%. A empresa aponta um dos melhores momentos financeiros e comerciais de sua história no país.

Ciro Possobom aponta que a competição acirrada ajuda a reduzir preços médios e atrair clientes para as concessionárias, impulsionada pela maior oferta de crédito e pelas vendas corporativas. O executivo encerra otimista sobre o que está por vir.

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