- Keith Kratzberg, presidente e CEO da Epson America, afirma que o Brasil é um laboratório pioneiro para modelos de negócios inovadores e sustentáveis.
- A empresa cita a linha EcoTank como exemplo de inovação local que virou referência global, ao oferecer tanque de tinta de alto rendimento com baixo custo, ajustando o modelo de negócio ao custo total de propriedade (TCO).
- A Epson defende a substituição da impressão a laser por jato de tinta corporativo, destacando que o laser é microplástico e consome muita energia; a nova linha usa 75% menos eletricidade e requer menos manutenção.
- No Brasil, há avanços com grandes clientes: um hospital em São Paulo substituiu 90% de impressoras a laser pela tecnologia de jato de tinta, reduzindo custos, manutenção e impactos de sustentabilidade.
- Além das impressoras, a empresa projeta futuro da IA como plataforma transformadora para negócios de tecnologia, com ganhos de produtividade já observados em áreas como programação.
Keith Kratzberg, presidente e CEO da Epson America, afirma que o Brasil funciona como laboratório de inovação para a empresa. Em visita às instalações de São Paulo, ele destacou a fábrica do grupo japonês fora da Ásia e falou sobre tendências do setor de impressão e tecnologia.
O executivo tratou de mudanças necessárias para o mercado corporativo, defendendo o fim do uso de plásticos na impressão e apontando a inteligência artificial como motor de transformação. A entrevista ocorreu durante a sua passagem pela unidade paulista, sede da única fábrica do grupo no Brasil.
Kratzberg reforçou que o Brasil é estratégico para a estratégia global da Epson e citou a linha EcoTank como exemplo de inovação local que ganhou escala mundial. Ele explicou como a demanda por menor custo total de propriedade orientou o desenvolvimento de um modelo de negócios diferente.
Mudança de modelo de impressão
Segundo Kratzberg, a tecnologia a laser, dominante há mais de 50 anos, usa toner que é essencialmente microplástico. Ele argumentou que o consumo de energia e a emissão de plástico tornam esse modelo inconsistente com metas atuais de sustentabilidade.
A Epson apresenta, então, uma linha corporativa a jato de tinta com alto desempenho, segundo o executivo. O sistema promete consumir até 75% menos energia e requerer manutenção menos frequente, com menos peças móveis, em comparação aos equipamentos a laser.
No Brasil, a adoção enfrentou resistência por competir com modelos consolidados. Ainda assim, a empresa cita ganhos de eficiência e custos como pilares para ampliar a presença entre grandes empresas, incluindo setores como saúde.
IA e futuro do setor
Kratzberg descreve a IA como a próxima grande plataforma tecnológica, comparando-a a revoluções anteriores em PCs e internet. Ele observa que a produtividade já se notou em áreas como programação, com uso de assistentes de código de IA.
O executivo destacou que ainda não há consenso sobre impactos completos da IA nos empregos, mas enfatizou ganhos de eficiência e reconfiguração de equipes em projetos de desenvolvimento de software.
Expansão na indústria têxtil
A gestão da Epson também se volta para o setor têxtil na América Latina. A empresa aposta em tecnologias compactas e de baixo consumo de energia para operações industriais e de sublimação, facilitando produção local no Brasil.
Kratzberg definiu a estratégia para o mercado têxtil brasileiro como modelo de inclusão de pequenas lojas de confecção, que passaram a ter acesso a produção de design exclusivo e operações de alta escala, sem grandes investimentos iniciais.
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