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Casal que se apaixonou no trabalho lança fintech com previsão de R$ 1 bi

Aurex usa IA e stablecoins para acelerar câmbio corporativo, atinge breakeven em menos de um ano e mira US$ 1 bilhão em transações.

Felipe Sabino, cofundador e CEO da Aurex, e Lisandra Pereira, cofundadora e diretora institucional da empresa: casal transformou experiência no mercado financeiro em fintech de câmbio (Aurex/Divulgação)
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  • Felipe Sabino e Lisandra Pereira, casal que se conheceu no trabalho, criaram a fintech Aurex, em São Paulo, para modernizar o câmbio entre empresas globais.
  • A empresa atingiu breakeven em menos de um ano, movimentou R$ 100 milhões em 2025 e chegou a R$ 130 milhões em transações até maio de 2026, com 30 clientes ativos.
  • A Aurex opera no Brasil, México, Colômbia e Estados Unidos e tem meta de chegar a US$ 1 bilhão em transações em 2027 e 2028.
  • O modelo usa tecnologia, inteligência artificial e ativos digitais para reduzir a burocracia; a ferramenta Áurea analisa documentos e agiliza a compliance, aumentando a velocidade das transações.
  • A plataforma substitui partes do processo tradicional por meio de stablecoins nos bastidores, permitindo que pagamentos em moedas locais sejam liquidizados rapidamente, sem exigir que o destinatário final receba em moeda digital.

A Aurex, fintech de câmbio criada em São Paulo, segue firme em andamento após nascer de uma parceria entre Felipe Sabino e Lisandra Pereira. O casal, que se conheceu no ambiente corporativo, decidiu empreender juntos para modernizar a rotina de pagamentos entre empresas de diferentes países.

A dupla, que já trabalhava junto na área de câmbio, formalizou a sociedade em 2025 ao lado de Henrique Saavedra, especialista em tecnologia e operações. O objetivo é oferecer uma solução que reduza a burocracia tradicional das transações internacionais.

Breakeven em menos de um ano e expansão internacional

Em menos de 12 meses, a Aurex atingiu o breakeven, movimentando 100 milhões de reais em 2025 e chegando a 130 milhões até maio de 2026. A empresa fechou 2025 com faturamento de 3 milhões e projeta 250 milhões para este ano.

Atualmente, a fintech atende 30 clientes ativos e opera no Brasil, México, Colômbia e Estados Unidos. A meta para 2027 e 2028 é alcançar US$ 1 bilhão em transações.

Como funciona a plataforma e o papel da IA

A Aurex propõe substituir etapas tradicionais do câmbio corporativo, ainda baseadas em redes bancárias como o SWIFT, por tecnologia, inteligência artificial e ativos digitais. Empresas enviam reais para a plataforma, que utiliza stablecoins como ponte para a liquidação internacional.

O uso de stablecoins acelera o processamento, enquanto o beneficiário recebe a moeda de destino normalmente. A solução promete reduzir operações que levariam dias para minutos, com maior velocidade e transparência.

Áurea e mudanças na atuação das equipes

Entre os produtos está a Áurea, um agente de IA que analisa invoices e ajuda no enquadramento regulatório, acelerando a avaliação documental. A equipe permanece com foco humano em decisões estratégicas e relacionamento com clientes.

Segundo os fundadores, a Aurex sustenta a estratégia em três pilares: conhecimento de mercado, tecnologia e regulação. A ideia é ampliar a base de clientes e escalar a operação sem perder o foco no atendimento.

Perspectivas e visão dos fundadores

A dupla entende que o câmbio corporativo ainda carrega processos antiquados e busca tornar as transações mais ágeis e eficientes. A aposta é transformar a infraestrutura de pagamentos entre empresas globais, mantendo o equilíbrio entre inovação e conformidade regulatória.

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