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Com inflação elevada, vale a pena investir em IPCA+?

IPCA+2032 rende IPCA mais 8,06%; porém o preço de resgate varia com as taxas, e o Copom pode manter a Selic em 14,50%

Juros — Foto: Getty Images
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  • IPCA subiu 0,58% em maio, confirmado pelo IBGE, mantendo inflação elevada.
  • Tesouro IPCA+ 2032 paga IPCA mais 8,06% hoje, ante 8,21% na véspera; desempenho similarmente competitivo em relação ao passado próximo.
  • Tesouro IPCA+ 2040 rende IPCA mais 7,31% hoje, frente 7,51% na véspera.
  • Tesouro Prefixado 2029 ficou em 14,50% (ante 14,60% na véspera) e o Prefixado 2032 em 14,46% (ante 14,57% na véspera).
  • Copom deve manter a Selic em 14,50% na próxima reunião; decisões futuras dependerão de evolução da inflação, expectativas e atividade econômica.

Em maio, o IPCA avançou 0,58%, segundo dados do IBGE. A inflação mais alta sustenta o retorno de títulos atrelados à inflação, como o Tesouro IPCA+. Hoje, o título IPCA+ 2032 remunera IPCA mais 8,06%, ante IPCA mais 8,21% na véspera. Mesmo com recuo recente, as taxas ainda operam em patamares elevados.

Os rendimentos de títulos atrelados à inflação acompanham o movimento de juros global. O cenário externo facilitou quedas nas taxas, mas as perspectivas de ajuste monetário no Brasil mantêm o ambiente de maior volatilidade. Investidores devem considerar o efeito da variação de preço do título no curto prazo, caso haja alta de juros.

É importante lembrar que o preço de um título varia ao longo do tempo. Se as taxas de mercado sobem, o papel perde valor no mercado secundário. Quem precisar vender antes do vencimento pode enfrentar prejuízo. No caso do IPCA+ 2032, a rentabilidade atual é superior a 8% acima da inflação, porém sujeita a oscilações.

Cenário macro e impacto na carteira

O Copom é esperado manter a Selic em 14,50% na próxima reunião, marcada para quarta-feira. O cenário aponta para cautela diante da deterioração das expectativas de inflação e de uma atividade econômica mais resiliente que o previsto para a fase atual de aperto monetário.

Especialistas destacam que a comunicação do Banco Central deve preservar flexibilidade e indicar que o processo de queda da taxa continua em curso. A sinalização sobre próximos ajustes dependerá da evolução dos dados, especialmente da inflação, das expectativas e da atividade econômica.

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