- O coordenador de campanha de Lula, José Sérgio Gabrielli, defende a reestatização da distribuição de combustíveis para impedir aumentos abusivos de preço.
- A Petrobras está legalmente impedida de atuar na distribuição até 2029, por conta da privatização da BR Distribuidora.
- Gabrielli afirma que, sem uma empresa distribuidora integrada ao refino, não é possível atuar para equilibrar as margens de lucro.
- A volta da Petrobras à distribuição poderia ocorrer de várias formas, decisão interna da Petrobras e não compromisso do governo.
- O ex‑presidente da BR Distribuidora, em contrato de venda, inclui cláusulas como a proibição de uso da marca Petrobras por 10 anos, que podem ser contestadas juridicamente.
O coordenador do programa de governo de Luiz Inácio Lula da Silva, José Sérgio Gabrielli, afirmou que a reestatização da distribuição de combustíveis seria uma forma de evitar aumentos abusivos nos preços. Ele participou de entrevistas com veículos da imprensa nesta semana e reforçou a visão do candidato sobre o tema.
Gabelli explicou que, segundo ele, a atuação do governo precisa retornar instrumentos de intervenção no setor para conter volatilidade de tarifas, especialmente na etapa de distribuição. A fala de Gabrielli acompanha o posicionamento de Lula sobre ajustes no modelo de atuação da Petrobras.
A defesa de voltar a distribuir combustíveis foi associada à necessidade de um fluxo integrado entre refino e distribuição, segundo Gabrielli. Em referência à BR Distribuidora, ele citou cláusulas do processo de privatização que, na prática, impedem a Petrobras de atuar no mercado de distribuição até 2029.
Contexto e possibilidades
O ex-presidente da Petrobras também comentou que, caso haja retorno da empresa à distribuição, existem caminhos diversos a serem estudados, sem que isso vire programa de governo. Ele citou a possibilidade de decisões internas da Petrobras sobre aquisição de distribuidoras ou uso de marca em contratos como questões a serem avaliadas pela própria estatal.
Segundo Gabrielli, há cláusulas contratuais consideradas controversas no acordo de venda da BR Distribuidora. Ainda assim, ele ressaltou que o objetivo do governo, caso haja mudança, seria reduzir a volatilidade dos preços domésticos e garantir o suprimento de combustíveis no país.
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