- O mercado se move pela velocidade e pela escassez de talentos em TI, com a Brasscom estimando déficit de até 530 mil profissionais até dois mil e vinte e nove no Brasil.
- Rafael Figueiredo criou a Tecla T, em Fortaleza, em dois mil e dezenove, oferecendo outsourcing de TI e desenvolvimento de software para diversos setores.
- A empresa afirma que profissionais podem ser alocados em até sete dias, com acompanhamento operacional e integração entre as áreas de recrutamento, comercial e gestão de projetos.
- Clientes da Tecla T incluem Magalu, EY, Hapvida, G4 Educação e M. Dias Branco, com equipes que atendem a setores como saúde e varejo.
- A IA aumenta a demanda interna por projetos; o outsourcing é visto para acelerar entregas, mantendo foco na velocidade, especialização e adaptação, com turnover de 2%.
A demanda por operações digitais cresce em diferentes setores, do varejo à saúde. Empresas apostam em tecnologia para ampliar vendas, lucros e eficiência, mas enfrentam prazos curtos e alta rotatividade de profissionais.
Nesse contexto, a Tecla T foi criada em Fortaleza, em 2019, por Rafael Figueiredo, engenheiro de computação. A meta era conectar tecnologia aos resultados do negócio, não apenas oferecer soluções técnicas.
Inicialmente uma software house, a Tecla T rapidamente incorporou a terceirização de profissionais de TI. Hoje, a empresa presta outsourcing de TI e desenvolvimento para clientes de diversos setores, incluindo Magalu, EY, Hapvida, G4 Educação e M. Dias Branco.
A corrida por talentos
A velocidade de entrega passou a definir competitividade. O recrutamento tradicional é demorado, e a escassez de profissionais qualificados aumenta o desafio. A Brasscom estima déficit de até 530 mil profissionais de tecnologia no Brasil até 2029.
Entre as dificuldades estão validar competências, checar aderência cultural e integrar equipes aos projetos. Em muitos casos, a geração de resultados demora meses após a contratação.
Para reduzir o tempo de resposta, a Tecla T utiliza um banco contínuo de talentos, recrutamento especializado e acompanhamento próximo após a alocação. Profissionais podem ser alocados em até sete dias.
Flexibilidade, retenção e IA
A terceirização de TI ganha espaço como forma de acelerar projetos e ampliar flexibilidade, não apenas reduzir custos. A Tecla T trabalha com desenvolvedores, QA e perfis híbridos, inclusive para saúde, com profissionais que somam técnica e conhecimento do setor.
A empresa aposta na marca empregadora para enfrentar a competição com equipes internacionais, oferecendo projetos globais. O fundador diz que o desafio é manter os profissionais interessados em trabalhar com a empresa, hoje com entregas em cinco países.
O turnover da Tecla T é de 2%, índice superiormente baixo para o setor, segundo o relato da própria empresa. A proximidade com profissionais e o acompanhamento contínuo são destacados como fatores.
Com a ascensão de IA generativa, no-code e desenvolvimento assistido, ficou mais fácil prototipar aplicações. Empresas podem internalizar demandas, mas a complexidade de segurança, escalabilidade e governança persiste.
Para Rafael Figueiredo, a IA acelera a criação de projetos, mas não elimina a necessidade de equipes especializadas. O desafio é transformar protótipos em operações estáveis, com governança adequada.
A Tecla T reforça que modelos de outsourcing devem combinar velocidade, especialização e adaptação às necessidades de cada negócio. A empresa está preparada para atuar na jornada completa, da validação com IA à estruturação de projetos, conforme o cliente.
Entre na conversa da comunidade