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Erro em comunicado do Nubank reacende debate sobre a saúde do maior banco digital

Erro em comunicado do Nubank reacende debate: a reserva do FGC não cobriria todos os correntistas e investidores em caso de liquidação do maior banco digital

Banco Central negou informação sobre liquidação do Nubank
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  • Um erro operacional no Nubank, que notificou suspensão de liquidação extrajudicial pelo BC, provocou debate sobre o que ocorreria se o maior banco digital do país quebrasse.
  • O FGC (Fundo Garantidor de Créditos) protege valores em certos produtos, com garantia máxima de R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, mas a reserva bilionária não cobriria todos os correntistas do Nubank, que soma mais de 112 milhões de clientes.
  • O FGC tem patrimônio de R$ 123,4 bilhões, ampliado após a crise do Banco Master, que exigiu provisão de R$ 40,6 bilhões para pagamentos a credores.
  • Economista avalia que uma liquidação do Nubank poderia gerar contágio muito maior que o caso do Master, devido ao tamanho da base de clientes e à natureza dos produtos.
  • O Nubank disse que a comunicação aos clientes foi um erro operacional; o Banco Central informou que não há processo de liquidação em andamento e que não procede a notícia.

O Nubank voltou a gerar debate ao confirmar erro operacional em comunicado aos clientes nesta sexta-feira, 12, que informou uma suposta liquidação extrajudicial pelo Banco Central. O anúncio citava o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) como instrumento de cobertura, o que gerou alarde no mercado.

Segundo o aviso, o FGC poderia cobrir depósitos e investimentos garantidos, o que ampliou a sensação de urgência entre correntistas. O Nubank afirmou que houve falha pontual na comunicação. O Banco Central deixou claro que não há processo de liquidação em curso.

A avaliação pública aponta que o Nubank, com mais de 112 milhões de clientes, é a maior instituição financeira digital privada do Brasil. Em contraste, o FGC é hoje composto por patrimônio de cerca de 123,4 bilhões de reais, utilizado para créditos de credores de instituições liquidadas.

Para o economista Ricardo Hammoud, da Fundação Getulio Vargas, uma liquidação do Nubank poderia provocar efeitos de contágio muito maiores do que o observado no caso do Banco Master, que teve 1,6 milhão de clientes. O tamanho da base de clientes complica a cobertura total pelo FGC.

O especialista ressalta ainda que, mesmo com o FGC, não seria possível cobrir todos os depósitos do Nubank integralmente. Pequenos investidores com caixinhas e RDBs representam parte expressiva da base de clientes, o que tornaria inviável a proteção integral.

No comunicado, o Nubank explicou que o aviso foi resultado de um erro operacional. O Banco Central reiterou que não há processo de liquidação envolvendo a instituição e que a informação não procede.

Funcionamento do FGC

O FGC garante valores aplicados em CDB, LC, LCI, LCA e poupança, com teto de 250 mil reais por CPF ou CNPJ. O pagamento não é imediato: a liquidação envolve a elaboração de uma lista de credores, processo que leva cerca de 30 dias.

Quem tem valores cobertos deve seguir as orientações do FGC para solicitar a garantia após a divulgação da lista de credores. Valores acima do limite passam a integrar a massa liquidada como credor.

Contexto recente

O episódio do Master já impactou o setor, com a necessidade de uma grande reserva para cobrir garantias. A situação atual reforça a importância de entender a função do FGC e seus limites diante de instituições com base de clientes expressiva. Fontes oficiais citadas incluem o Nubank e o BC, além de especialistas acadêmicos.

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