- Fitch rebaixou a perspectiva do setor bancário brasileiro de neutra para em deterioração, citando enfraquecimento da qualidade dos ativos e incerteza política.
- Brasil, Colômbia e México passam a ter perspectiva de deterioração, conforme o relatório, que não detalha a situação individual de cada país.
- A Fitch aponta que menor crescimento do PIB e inflação mais alta, impulsionados pelo cenário global, devem pressionar a qualidade de ativos e a rentabilidade dos bancos.
- Eventos geopolíticos ou domésticos, como eleições, podem impactar o ambiente operacional e as condições de refinanciamento.
- Entre os riscos citados estão aperto da política monetária, juros mais elevados, ativos caros, spreads de crédito apertados e maior exposição de bancos a instituições não bancárias, com potencial de estresse de crédito privado.
A Fitch revisou a metade do ano do setor bancário global, reduzindo as perspectivas para oito países ou regiões. Entre eles, o Brasil teve a visão de neutra para deterioração.
A agência atribuiu a mudança ao enfraquecimento da qualidade dos ativos e à incerteza política, juntando-se ao México e à Colômbia, que também aparecem com a perspectiva em deterioração.
Em nível mundial, a Fitch cita menor crescimento do PIB e maior pressão inflacionária, influenciadas pelo conflito com o Irã, como fatores que podem pressionar a qualidade dos ativos e a rentabilidade dos bancos.
A existência de eleições e outros eventos geopolíticos ou domésticos podem impactar o ambiente operacional e as condições de refinanciamento. A instituição aponta aperto das políticas monetárias e altas taxas de juros como ameaças às margens, à liquidez e ao crescimento do setor.
Riscos adicionais incluem níveis elevados de preços de ativos e spreads de crédito estreitos, que elevam a possibilidade de correção de preços que afete os balanços. A Fitch também ressalta a exposição crescente com instituições financeiras não bancárias e o risco de estresse de crédito privado se espalhar aos bancos.
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