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Geração Z: criptos sobem, previdência cai e boom das bets

Geração Z investe mais em criptomoedas e ações e menos em previdência, elevando o risco de renda na aposentadoria

Cripto em alta, previdência em baixa e boom das bets: a "dieta" financeira da geração Z
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  • A geração Z — 16 a 29 anos — investe mais em ativos digitais e de risco: criptomoedas, ações, fundos e crédito privado do que a média da população.
  • Criptomoedas: 8% dos jovens investem, o dobro da média nacional (4%).
  • Ações: 4% dos jovens investem, também o dobro da média da população.
  • Fundos de investimento: 8% da geração Z investem, contra 5% da população; títulos privados: 10% dos jovens, frente 7% da população.
  • Previdência privada: apenas 1% da geração Z investe, metade da média nacional; 66% ainda não começaram a reserva para aposentadoria.
  • Apostas online e risco: a participação em apostas online é 27 vezes maior entre a geração Z; há maior exposição a risco e menor adesão à previdência, mesmo com maior familiaridade com produtos financeiros.

A geração Z, formada por pessoas entre 16 e 29 anos, está redesenhando o mapa dos investimentos no Brasil. Dados da Anbima mostram que essa faixa etária investe mais em criptomoedas, ações, fundos e crédito privado do que a média da população. O perfil é mais digital e menos dependente da poupança.

Entre os jovens, 8% dizem investir em criptomoedas, o dobro da média nacional, de 4%. No mercado de ações, 4% também representam o dobro da taxa da população geral. Em fundos, a participação chega a 8% (contra 5%), e 10% aplicam em títulos privados (versus 7%).

A adoção de produtos financeiros é acompanhada por um consumo de informação mais diversificado. Jovens utilizam jornais, portais, YouTube, Instagram, buscadores e podcasts com mais frequência que outras gerações. TV e rádio aparecem com participação menor entre eles.

Mudanças no perfil de investimento

Apesar do maior acesso a produtos financeiros, a geração Z mostra menor adesão à previdência privada. Apenas 1% investe nesse tipo de produto, metade da média nacional. Em contrapartida, aplicações em criptomoedas são oito vezes maiores e apostas online chegam a 27 vezes mais que o restante da população.

Segundo Marcelo Billi, representante da Anbima, o comportamento de investimentos é influenciado pelo ambiente digital e pela curiosidade de testar opções com autonomia. Há preocupação com a ideia de investimento como jogo, sobretudo entre jovens homens.

O estudo aponta ainda que a maioria não tem reserva para aposentadoria, com 66% nessa condição, acima dos millennials (58%). O atraso inicial é explicado pela entrada recente no mercado de trabalho e pela prioridade dada a outras opções, como ações, títulos públicos e imóveis para aluguel.

A Anbima planeja uma nova pesquisa qualitativa sobre longevidade para entender melhor a visão dos jovens sobre planejamento de vida longa. A ideia é mapear como encaram previdência, longevidade e estratégias de proteção financeira no longo prazo.

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