- O dólar fechou a manhã com alta de 0,26%, cotado a R$ 5,11, enquanto o Ibovespa subiu 1,71%, aos 171.497 pontos.
- Miguel Daoud, em entrevista, explicou que as incertezas sobre um possível acordo no Oriente Médio impactam pouco a economia real.
- Segundo ele, ontem a Bolsa chegou a subir e o dólar caiu com a notícia de um acordo próximo, mas hoje essa perspectiva mudou.
- Daoud afirma que os efeitos reais permanecem inócuos para a economia; o que muda é a expectativa dos investidores, gerando volatilidade e atuação de especuladores.
O mercado começou a sexta-feira com alta do dólar, que avançou 0,26%, chegando a R$ 5,11. A bolsa brasileira, por sua vez, abriu em alta, com o Ibovespa a 171.497 pontos, subindo 1,71%.
Segundo o economista Miguel Daoud, as oscilações se refletem principalmente nas expectativas dos agentes, e não na economia real. Ele explica que, diante de um eventual acordo com o Irã, houve volatilidade inicial, mas a percepção recente indica que o acordo pode não sair.
Daoud aponta que, no momento, a economia real não registra mudanças significativas. Segundo ele, pessoas continuam consumindo e tomando decisões de investimento da mesma forma, com o que varia é apenas a percepção de risco e a atuação dos especuladores no mercado.
Impactos sobre as expectativas
A fala dele ressalta que mercados com volatilidade baseada em expectativas tendem a atrair mais especuladores. A avaliação é de que as oscilações estão mais relacionadas a rumores e a declarações de autoridades do que a mudanças econômicas concretas.
Em resumo, a análise destaca que, embora haja flutuações de curto prazo, o efeito prático na economia real permanece limitado, com movimentos mais expressivos no humor dos mercados do que em indicadores econômicos.
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