- Peter Kazimir, membro do Conselho do Banco Central Europeu, afirma que as taxas de juros precisam subir mais para combater a inflação.
- Kazimir é chefe do banco central da Eslováquia e alerta que não há alívio da pressão de preços sem intervenção monetária.
- Mesmo com um possível acordo de paz entre Estados Unidos e Irã, a inflação não deve cair para 2% de imediato.
- Apesar de sinais de esfriamento, a economia da zona do euro permanece resiliente, dando espaço aos gestores para agir.
O economista eslovaco Peter Kazimir afirmou que o Banco Central Europeu (BCE) precisará elevar as taxas de juros ainda mais para conter a inflação que se espalha pela economia. Kazimir é membro do Conselho do BCE e chefe do banco central da Eslováquia. Sua avaliação reforça a linha de política monetária apresentada por dirigentes da instituição.
Segundo ele, não há sinais de que as pressões inflacionárias diminuam sem intervenção. Mesmo com um possível acordo de paz entre EUA e Irã, não se espera que a inflação volte a 2% de forma rápida. A fala ocorreu em meio a debates sobre o ritmo de aperto monetário na zona do euro.
A economia da região, apesar de alguns sinais de resfriamento, continuaria resiliente o bastante para sustentar novas altas de juros, na visão de Kazimir. Ele enfatizou que o espaço para agir existe, dado o desempenho recente e a evolução dos preços.
Perspectivas para a política monetária
A atuação do BCE deve considerar novas medidas para enfrentar a inflação, sem prejudicar o crescimento. Kazimir destacou a necessidade de monitorar indicadores-chave e ajustar a política conforme a evolução dos dados econômicos. A instituição segue avaliando cenários inflacionários e impactos sobre o mercado laboral.
Os comentários reforçam o cenário de aperto adicional, com decisões futuras a dependerem das dinâmicas de preços e das condições econômicas da zona do euro. Representantes do BCE não comentaram detalhes de calendários ou altas específicas neste momento.
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