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Mercado imobiliário exige visão de longo prazo e análise de crédito

Mercado imobiliário exige visão de longo prazo diante de juros altos e crédito volátil, com demanda concentrada em luxo e renda

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  • O mercado imobiliário exige visão de longo prazo, com projeções de 4 a 5 anos, segundo o CEO da Moura Dubeux, Diego Villar.
  • O crédito é decisivo: volume de oferta de crédito e a taxa de juros influenciam diretamente a demanda no setor.
  • A confiança na economia e no emprego é essencial, já que comprar imóvel representa o maior endividamento da vida do consumidor.
  • Inflação e juros altos são desafios estruturais que demandam planejamento cauteloso da produção diante da volatilidade macroeconômica.
  • A demanda está concentrada em luxo e no segmento econômico, com quase 90% dos investimentos nessas duas ponta, puxada por incentivos como o programa Minha Casa Minha Vida.

O mercado imobiliário exige uma visão de longo prazo, segundo análise do CEO da Moura Dubeux, Diego Villar. Em entrevista ao programa É Negócio, ele aponta projeções constantes diante de variáveis econômicas.

Villar ressalta que o crédito é decisivo para o setor, com dois componentes-chave: o volume disponível de crédito e a taxa de juros. Ambos impactam a oferta, a demanda e a viabilidade de negócios.

Além do crédito, a confiança na economia e no emprego influencia as decisões de compra. A aquisição de imóveis é o maior endividamento que muitos realizam, exigindo expectativa real de pagamento.

Inflação, juros e planejamento

A inflação é destacada como vetor que sustenta juros altos, o que impõe planejamento cauteloso na produção. O mercado precisa precificar riscos e manter disciplina de execução financeira.

Para Villar, o setor atua como um exercício de olhar os próximos 4 ou 5 anos, diante de variações macroeconômicas acentuadas em um país com volatilidade alta.

Demanda nos extremos do mercado

A demanda atual está concentrada entre o luxo de alto padrão e o segmento econômico, aponta o executivo. O déficit habitacional e incentivos governamentais ajudam a explicar esse desequilíbrio.

O programa Minha Casa Minha Vida aparece como um fator de sustentação para a demanda econômica, ao lado de estímulos governamentais. A composição de investimentos está fortemente vinculada a esses dois polos.

Desafios para o crédito da classe média

Um entrave relevante é o elevado custo do crédito, que restringe o acesso da classe média ao financiamento. A expectativa é de que uma redução gradual das taxas torne o crédito mais acessível, ampliando a demanda.

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