- Em 2035 o Brasil pode transformar ar limpo em ativo econômico, conectando sustentabilidade e crescimento.
- O caminho envolve o Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões (SBCE), que permite a negociação de créditos de carbono entre empresas com pegadas distintas.
- A credibilidade do mercado depende de dados íntegros e rastreáveis, com um sistema de mensuração, relato e verificação (MRV) alimentado por drones, satélites, sensores, inteligência artificial e blockchain.
- Segundo o relatório State and Trends of Carbon Pricing 2024 do Banco Mundial, mais de sessenta jurisdições já utilizam precificação de carbono, movimentando cerca de 100 bilhões de dólares no último ano.
- O Brasil tem vantagem competitiva com uma matriz energética limpa, grandes áreas de floresta e ecossistema de inovação, podendo liderar créditos confiáveis e atrair investimentos verdes.
O Brasil pode transformar o ar que não poluí em ativo econômico. Em 2035, ar limpo deve andar lado a lado com tecnologia e crescimento, abrindo caminho para uma economia mais sustentável e competitiva. A ideia é integrar qualidade de vida e prosperidade.
Um dos caminhos mais promissores é o mercado regulado de carbono. O Projeto de Lei 412/2022 propõe o Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões, o SBCE. Empresas com menor pegada podem negociar créditos com aquelas com emissões maiores.
Essa negociação depende de dados confiáveis, rastreáveis e transparentes. Drones, satélites, sensores, IA e blockchain devem formar a espinha do sistema de mensuração, relato e verificação, elevando credibilidade do mercado.
Aautomatização da coleta e da análise de dados torna o sistema eficiente e transparente. Créditos de carbono passam a representar reduções reais de emissões, não apenas promessas.
Segundo o relatório State and Trends of Carbon Pricing 2024, do Banco Mundial, mais de 70 jurisdições já utilizam precificação de carbono. O mercado movimentou cerca de 100 bilhões de dólares no último ano.
Casos da União Europeia e do Canadá mostram que mercados bem estruturados atraem investimentos verdes e estimulam inovação. O Brasil tem condições de acompanhar esse caminho.
O país tem vocação para liderar esse movimento. Conta com matriz energética limpa, vastas áreas de floresta e um ecossistema de inovação em ascensão. Esses elementos fortalecem a competitividade ambiental.
Transformar o ar em valor econômico é mais que meta ambiental. Representa uma nova visão de prosperidade, onde preservação rende retorno e desenvolvimento e sustentabilidade caminham juntos.
Para a implementação, são necessários moldes claros, regras consistentes e investimentos em tecnologia que tornem o SBCE acessível e eficiente. A confiança do mercado depende disso.
Essa virada depende de unir inovação, sustentabilidade e crescimento econômico. O futuro é construído com escolhas presentes e com o ar limpo como tesouro nacional.
Luis Mosquera, vice-presidente jurídico da Siemens Brasil, assina o estudo Pictures of Transformation: um retrato do Brasil em 2035, que inspira esse projeto de progresso.
Entre na conversa da comunidade