- O ouro encerrou a sexta-feira em alta, cotado a US$ 4.238,80 por onça-troy, com avanço de 3% na Comex, impulsionado por avanços nas negociações entre EUA e Irã.
- A prata para julho subiu 6,2%, a US$ 67,97 por onça-troy, mas ambos fecharam a semana em queda (ouro -2,9%, prata -1,6%).
- O otimismo sobre o acordo no Oriente Médio pressionou o dólar para baixo e reduziu as expectativas de aperto monetário pelo Federal Reserve.
- Trump acusou o Irã de mentir sobre o memorando de negociações, enquanto o chanceler iraniano Abbas Araghchi pediu fim das especulações e disse que as partes estão próximas de um acordo.
- Analistas do Deutsche Bank e TD Securities destacam que, apesar da alta, o mercado de metais permanece sob pressão, com juros elevados dos Treasuries limitando ganhos e volatilidade no petróleo.
O ouro encerrou em alta nesta sexta-feira, cotado a US$ 4.238,80 por onça-troy, após avanços nas negociações entre os Estados Unidos e o Irã. O movimento ajudou a afastar parte das incertezas econômicas, ao menos momentaneamente. O anúncio contribuiu para o recuo do dólar e abriu espaço para redução das expectativas de aperto monetário pelo Fed.
Apesar da valorização, o ouro fechou a semana com queda acumulada. O ambiente de maior apetite a risco, favorecido pelas tratativas entre as partes, não foi suficiente para sustentar ganhos ao longo de todos os dias. A prata também recuou ao final do período, ainda que tenha registrado alta diária.
Desempenho dos metais na Comex
Na Comex, o ouro para agosto subiu 3%, e a prata para julho avançou 6,2%, cotada a US$ 67,97 por onça-troy. Mesmo com as altas diárias, ambos fecharam a semana em baixa, com perdas de 2,9% e 1,6%, respectivamente.
O movimento foi influenciado pela percepção de progressos nas negociações no Oriente Médio e pela expectativa de reabertura do Estreito de Ormuz, que pressionaram os preços do petróleo e o câmbio.
Perspectivas e análises
As declarações de líderes contribuíram para o cenário atual. O presidente dos EUA, Donald Trump, acusou o Irã de mentir sobre o memorando de negociações, enquanto o chanceler iraniano Abbas Araghchi pediu que as especulações cessem e afirmou que as partes seguem próximas de um acordo.
Analistas apontam que as apostas de novos aumentos rápidos da taxa de juros pelo Fed podem reduzir ainda mais, com reflexos para o preço do ouro a partir de 2026, segundo o Deutsche Bank. O banco também destacou que a trajetória de juros altos dos Treasuries continua a limitar ganhos.
Para a visão de mercado, o TD Securities mantém cautela sobre o potencial de alta dos metais preciosos. A instituição afirma que, se o acordo entre EUA e Irã sustentar a queda dos preços do petróleo, o ouro pode evitar recuo abaixo de US$ 4 mil. No entanto, vê vulnerabilidade devido à volatilidade no setor de energia e à fragilidade da estrutura do tratado.
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