- O ouro subiu 3,03% na sessão de sexta-feira (12), com contrato futures para agosto negociado na Comex, após Trump recuar de novos ataques planejados contra o Irã.
- Um acordo entre EUA e Irã parece mais próximo, segundo falas de autoridades reproduzidas pela imprensa internacional.
- Mesmo com a alta, a valorização não compensou as perdas da semana, e o metal fechou em baixa de mais de 2% na semana.
- A economia global já sente efeitos da guerra no Oriente Médio, além da cadeia do petróleo, o que mantém as expectativas de juros menores nos EUA para o próximo ano.
- Segundo a ferramenta FedWatch, o mercado espera uma alta da taxa básica de juros até dezembro, tornando os títulos do Tesouro mais atrativos diante da ausência de rendimento do ouro.
O ouro fechou em alta de 3,03% na sessão desta sexta-feira (12), impulsionado pela percepção de avanços em um possível acordo entre EUA e Irã após o recuo de Donald Trump sobre novos ataques. A valorização ocorreu nos contratos futuros da Comex, divisão de metais da NYMEX, com entrega para agosto, os mais líquidos.
Apesar do salto, o ganho semanal ficou abaixo do esperado, com o metal precioso acumulando queda de mais de 2% na semana. A notícia de um acordo não elimina pressões, já que a economia global já sente efeitos da tensão no Oriente Médio sobre várias commodities, não apenas o petróleo.
O que impulsionou a alta
Mercados passaram a precificar menor risco de escalada militar, favorecendo o apetite por ativos considerados de maior risco. No entanto, a fraqueza estrutural do ouro como ativo que não rende juros continua peso para o metal, diante da atratividade de Treasuries em cenário de juros estáveis.
Implicações para juros e câmbio
A ausência de juros do ouro torna os títulos do Tesouro americanos mais atrativos enquanto a expectativa de cortes de juros nos EUA fica para o próximo ano. A ferramenta FedWatch indica probabilidade de alta na taxa básica até dezembro, sinalizando ambiente de incerteza para o metal.
Comentários de mercado
Analistas apontam que, no curto prazo, o mercado precisa assimilar o equilíbrio entre eventual alívio geopolítico e as projeções de política monetária. A cotação do ouro reage a essas mudanças, ainda que o cenário macroeconômico peça cautela.
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