- Ouro com entrega prevista para agosto fechou em alta de 3,03%, a US$ 4.238,8 por onça-troy, na Comex.
- Na semana, o ouro caiu 2,84%.
- O fechamento sobe com sinais de um possível acordo entre Estados Unidos e Irã para encerrar o conflito, o que também derrubou o petróleo.
- Dados fortes do mercado de trabalho dos EUA alimentam preocupaçōes com novos aumentos de juros pelo Federal Reserve.
- O Commerzbank cita que, se o presidente do Fed, Kevin Warsh, adootar postura de aperto monetário, o ouro cairia; se reduzisse as expectativas de alta de juros, o ouro pode se recuperar ligeiramente.
Os preços do ouro fecharam em alta na véspera de sinais de um possível acordo entre EUA e Irã, ficando acima de US$ 4.200 a onça-troy. O contrato de agosto negociado na Comex terminou em alta de 3,03%, a US$ 4.238,80 por onça-troy. A semana, no entanto, terminou com queda de 2,84%.
Analistas apontam que a melhora reflete a percepção de progresso diplomático, com declarações de autoridades iranianas sobre um memorando próximo e comentários de autoridades americanas sobre a possibilidade de um acordo ainda neste fim de semana. O movimento aumentou a atratividade de ativos de risco.
Além do ambiente geopolítico, o olhar do mercado permanece voltado para a próxima decisão de política monetária do Federal Reserve. Dados de emprego fortes nos EUA alimentaram preocupações sobre aperto monetário, pressionando, por ora, o ouro para baixo.
Perspectivas do Fed e impactos no preço do ouro
Analistas lembram que, se o Fed sinalizar aumentos adicionais de juros, o ouro tende a recuar. Por outro lado, tranquilidade na trajetória de juros pode favorecer uma recuperação do metal amarelo, ainda que o apetite por ativos de risco tenha contado na direção oposta.
Especialistas ressaltam que o ouro costuma agir como proteção quando há incerteza geopolítica, mas perde atratividade diante de juros mais altos. A dinâmica entre conflito internacional e política monetária continua a desenhar o movimento no curto prazo.
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