- Governo de Santa Catarina lançou, em maio, o programa SC Rural 2, com investimento de cerca de R$ 750 milhões em seis anos para aumentar renda de famílias rurais e pesqueiras e financiar projetos, com crédito externo do Banco Mundial e contrapartida estadual.
- A operação foi autorizada pelo Senado Federal, que liberou a contratação de US$ 120 milhões com o Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento (Bird), além de US$ 30 milhões de contrapartida estadual.
- Mais de cinquenta por cento dos recursos serão destinados diretamente aos produtores, com investimentos nas propriedades sem necessidade de reembolso, conforme o governador Jorginho Mello.
- O programa pretende atender cerca de 145 mil pessoas e aproximadamente 48 mil famílias rurais e pesqueiras, com início de execução ainda neste ano.
- A Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri) informou apoio financeiro não reembolsável para mais de 20 mil projetos, visando produção sustentável, inovação e segurança alimentar.
O governo de Santa Catarina anunciou o programa SC Rural 2, com investimento previsto de cerca de R$ 750 milhões em seis anos. Os recursos visam aumentar a renda de famílias rurais e pesqueiras e financiar projetos no campo, com crédito externo do Bird e contrapartida estadual.
A operação foi autorizada por resolução do Senado Federal, que liberou o estado para contratar US$ 120 milhões com o Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento, somados a US$ 30 milhões de contrapartida estadual. Os recursos chegam para suportar ações de 2026 em diante.
Mais de 50% dos recursos deverão ir diretamente aos produtores, permitindo investimentos sem reembolso em propriedades rurais. A meta é atender cerca de 145 mil pessoas e 48 mil famílias ao longo dos seis anos.
Financiamento e metas
A Secretaria da Agricultura e Pecuária de Santa Catarina informa que o SC Rural 2 terá execução iniciando neste ano. O programa busca ampliar renda, incentivar a produção sustentável e promover inovação no setor.
A Epagri, ligada à gestão do programa, registra apoio financeiro não reembolsável para mais de 20 mil projetos. A iniciativa também aposta na melhoria da segurança alimentar e na sustentabilidade.
Dirceu Leite, presidente da Epagri, afirma que a meta é transformar dados de pesquisa em soluções práticas nas propriedades, assegurando sustentabilidade econômica.
A proposta prevê, ainda, ampliar a participação feminina no campo, com o objetivo de 25% dos projetos liderados por mulheres. A meta ambiental envolve 57 mil pessoas beneficiadas e 42 mil hectares de paisagens rurais com ações de resiliência climática e conservação.
Darlan Rodrigo Marchesi, gerente técnico de capacitação, aponta que 45 mil pessoas devem ser qualificadas em temas como produção sustentável, gestão, empreendedorismo e uso de recursos naturais.
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