- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, cancelou ataques contra Teerã e afirmou que houve um acordo “excelente” com o Irã, com possibilidade de assinatura neste fim de semana; o estreito de Ormuz seria reaberto após a assinatura.
- O petróleo caiu: Brent caía cerca de 3,85% a US$ 86,88 o barril e WTI caía 4,04% a US$ 84,16.
- O mercado ainda avalia se o acordo realmente vai avançar, lembrando que sinais de fim do conflito já ocorreram antes e é preciso entender o real impacto na inflação.
- O Banco Central Europeu elevou a taxa de juros pela primeira vez desde 2023, sinalizando aperto monetário e pressão inflacionária global.
- O IPCA de maio, indicado pelo IBGE, deve ficar em torno de alta de 0,54%, com o IPCA-15 de maio apontando alta de 0,62%, desacelerando em relação a abril.
A sexta-feira começou com sinais de alívio no conflito no Oriente Médio: os ataques dos EUA ao Irã foram cancelados e Trump sinalizou que um acordo pode ser assinado neste final de semana. O anúncio animou os mercados e derrubou o preço do petróleo. O Brent caía quase 4% e o WTI recuava mais de 4%, por volta das 7h10.
Segundo Trump, os documentos estão em estágio final e o Estreito de Ormuz poderia ser reaberto imediatamente após a assinatura. As declarações aumentaram a percepção de um desfecho para a tensão geopolítica, ainda que haja incerteza sobre a continuidade do diálogo.
A grande dúvida continua sendo a viabilidade do acordo. O mercado observa se as negociações realmente avançam e qual impacto isso terá sobre a demanda global de petróleo. A volatilidade segue elevada, com reflexos esperados sobre a inflação mundial e as decisões de política monetária.
Inflação em foco
O olhar dos investidores se volta para os dados de inflação. O IBGE divulga hoje, às 9h, o IPCA de maio. A mediana das 29 projeções coletadas pelo Valor Data aponta para alta de 0,54%, ante 0,67% em abril.
O IPCA-15 de maio, prévia do indicador, deve registrar alta de 0,62%, desacelerando frente aos 0,89% de abril. Analistas acompanham como esses números influenciarão as decisões do Banco Central do Brasil e do Federal Reserve.
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