- Abisolo afirma que a proposta de fim da escala de trabalho 6×1 pode dificultar a flexibilidade necessária ao agronegócio e afetar a produção no campo.
- Clorialdo Roberto Levrero, do conselho deliberativo da Abisolo, ressalta que as dinâmicas da atividade agrícola demandam regras mais específicas do que uma legislação rígida.
- Entre as particularidades, ele cita janelas de plantio e colheita com prazos curtos, como a soja, que exige ações em 15 a 20 dias.
- O setor também aponta impactos na cadeia de insumos e em equipamentos que operam continuamente, cuja interrupção geraria altos custos de recuperação.
- Há defesa por modernização com período de transição, apoiada por manifesto da Fiesc, e demanda participação conjunta entre indústria, trabalhadores e governo para evitar mudanças abruptas.
- O debate também envolve a atual legislação, que, segundo Levrero, atende cerca de 70% a 80% do setor, e a dificuldade de registrar trabalhadores safristas durante a colheita.
A Associação Brasileira das Indústrias de Tecnologia para Produção Vegetal (Abisolo) e representantes do setor agroindustrial apontam que a ideia de extinguir a escala de trabalho 6×1 pode frear a produção. O debate envolve impactos na atividade agrícola, na cadeia de insumos e na logística de campo.
Clorialdo Roberto Levrero, do conselho deliberativo da Abisolo, enfatiza que as dinâmicas do campo exigem flexibilidades que não cabem em regras rígidas. Segundo ele, a agricultura funciona com janelas de plantio e colheita bem definidas, o que pode pressionar prazos e produtividade.
Além das atividades no campo, ele ressalta que toda a cadeia de insumos é afetada, incluindo equipamentos industriais que operam continuamente. Desligar such equipamentos implica custos elevados de recuperação e impacto operacional.
Proposta de modernização com período de transição
Para Levrero, a legislação trabalhista precisa ser atualizada sem ignorar realidades específicas de cada setor. Ele cita um manifesto da Fiesc, com mais de 3 mil assinaturas representando 90% da economia, defendendo ajustes sem ruptura abrupta.
A Abisolo defende que mudanças legislativas devem ocorrer com participação de indústria, comércio, trabalhadores e governo, incluindo um período de transição. O objetivo é evitar impactos absurdos na prática.
A percepção é de que a lei atual atende entre 70% e 80% do setor, mas surgem desafios recentes. Dificuldades para registrar safristas aparecem quando trabalhadores preferem manter benefícios governamentais em durante a colheita.
Legislação atual e desafios
O ponto crítico envolve a formalização da mão de obra sazonal. A continuidade de atividades durante períodos de safra exige planejamento e ajustes que deem flexibilidade sem comprometer direitos trabalhistas.
Especificamente, o problema de registro de safristas e a necessidade de acompanhar benefícios governamentais são citados como entraves a uma transição suave. A pauta continua sob avaliação institucional.
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