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Alta pressão da liderança leva 70% a pensar em sair

Pressão constante e falta de preparo elevam risco para líderes, com 70% já cogitando deixar o cargo, aponta estudo com gestores e RH

O estresse no ambiente de trabalho afeta a saúde mental de muitos líderes, que chegam a considerar a saída de suas funções - (crédito: Divulgação)
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  • Setenta em cada dez líderes já pensaram em deixar a função por impactos na saúde mental, aponta estudo da Conquer In Company.
  • O levantamento ouviu 400 líderes e 350 profissionais de RH; 88% relatam trabalhar sob pressão constante, e 44,6% classificam essa pressão como alta ou extrema.

•78% assumiram o cargo sem formação suficiente e quase 9 em cada 10 conduz processos de mudança sem clareza com frequência.

  • 63% consideram que a capacitação de gestores é prioridade baixa nas organizações onde atuam.
  • No RH, 58,4% dizem que o investimento em capacitação é inexistente ou muito baixo, e 54,1% avaliam que os líderes atendem às exigências do cargo apenas de forma moderada.

O estudo apresentado pela Conquer In Company revela que sete em cada 10 líderes já pensaram em deixar a função por causa da pressão e dos impactos na saúde mental. A pesquisa ouviu 400 líderes e 350 profissionais de RH, e aponta que 78% assumiram o cargo sem formação adequada.

Segundo o levantamento, 88% dos gestores relatam trabalhar sob pressão constante, e 44,6% descrevem essa pressão como alta ou extrema. As consequências aparecem no dia a dia, com cansaço mental, esgotamento, estresse e dificuldade de se desconectar.

Quando questionados sobre as responsabilidades mais onerosas, a maioria citou desenvolvimento de pessoas, gestão de conflitos e conciliar estratégia com operação. A combinação de responsabilidades pesadas e falta de preparo impacta a saúde mental, segundo os entrevistados.

Falta de preparo agrava o cenário

A pressão é agravada por um problema estrutural: a ausência de formação adequada para posições estratégicas. O levantamento indica que 78% dos líderes afirmam ter assumido o cargo sem treinamento suficiente, aprendendo a lidar com os desafios do cotidiano.

Quase 9 em cada 10 profissionais admitiram conduzir processos de mudança sem clareza com frequência. Ao mesmo tempo, 63% consideram a capacitação de gestores uma prioridade baixa nas suas organizações.

“No mercado de trabalho, há a percepção equivocada de que bons profissionais automaticamente se tornam bons líderes.” Giovana Chimentão, diretora de educação da Conquer In Company, ressalta que a liderança é uma competência construída, não um talento inato.

Visão do RH confirma o problema

A avaliação de quem acompanha os líderes, os profissionais de RH, reforça a dificuldade. Para 58,4% dos entrevistados, o investimento em capacitação é inexistente ou muito baixo nas organizações, influenciado pela cultura corporativa e pela limitação de tempo para treinamentos.

Mais da metade dos profissionais de RH (54,1%) avalia que os líderes atingem apenas de forma moderada as exigências do cargo. Eles atendem às demandas diárias, mas enfrentam limitações em situações mais complexas.

“Nossos dados mostram que as empresas já entendem a importância de formar gestores preparados, mas têm dificuldade em tornar isso uma prioridade prática”, afirma Giovana Chimentão.

Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.

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