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BYD admite que retorno do imposto de importação pode impactar preços de modelos

BYD admite que retorno do imposto de importação para CKD/SKD pode encarecer modelos não fabricados no Brasil, como Sealion 7 e Atto 8

O vice-presidente sênior da BYD no Brasil, Alexandre Baldy, durante uma apresentação na linha de produção da empresa em Camaçari, na Bahia
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  • A BYD afirmou que o retorno do imposto de importação de 35% para kits CKD e SKD pode impactar o preço de modelos que não são fabricados no Brasil, como o Sealion 7 e o Atto 8.
  • A BYD estampa liderança nas vendas no varejo de automóveis híbridos e elétricos do Brasil, com 15,3% das vendas em maio e 12,8% no acumulado do ano.
  • A produção em Camaçari, na Bahia, é de cerca de 18 mil veículos por mês, com 4.900 funcionários; há planos para um terceiro turno no segundo semestre e meta de chegar a 10 mil empregos diretos até o fim deste ano.
  • A empresa está homologando fornecedores brasileiros, busca reduzir dependência de importações e firmou parceria com a Localiza para adquirir 10 mil carros elétricos e híbridos.
  • O objetivo da BYD é tornar-se líder do mercado geral até 2030, competindo com Volkswagen, GM e Stellantis, enquanto trabalha para ampliar a rede de concessionárias de 216 para cerca de 300 até o fim de 2026.

A BYD reconheceu que a volta integral do imposto de importação para kits CKD e SKD pode impactar o preço de alguns modelos no mercado brasileiro. A medida, prevista para 2027, pode afetar veículos que não são fabricados no Brasil pela fabricante chinesa.

A montadora liderou as vendas no varejo de automóveis elétricos e híbridos no país nos últimos meses. Em Camaçari (BA), a BYD produz cerca de 800 veículos por dia, em dois turnos, com planos de ampliar a produção com um terceiro turno no segundo semestre.

Modelos nacionais e potenciais impactos

Domiciliados no Brasil, os modelos Dolphin Mini, King e Song Pro já são fabricados localmente, enquanto o Song Plus terá fabricação local até o fim do ano. O Sealion 7 e o Atto 8, ainda não produzidos domesticamente, podem enfrentar elevação de preço com a taxação.

Para o executivo, a decisão de reduzir a dependência de importação está em andamento. A BYD trabalha na homologação de fornecedores nacionais para reduzir importações, e já visitou unidades da Usiminas como parte desse processo.

Quem está envolvido e quando ocorreu

Alexandre Baldy, vice-presidente sênior da BYD no Brasil, afirmou que a empresa dependerá da demanda do consumidor para decidir onde fabricar cada modelo, assegurando produção para veículos com volume de vendas relevante. A mudança regulatória foi anunciada em julho de 2025, com vigência do imposto cheio para 2027.

Estimativas de mercado e outras informações

Estimativas apontam que o investimento da BYD no Brasil já ultrapassa R$ 5,5 bilhões. A fábrica de Camaçari emprega cerca de 4.900 pessoas, com expectativa de chegar a 10 mil empregos diretos até o fim do ano. A unidade fabrica aproximadamente 18 mil veículos por mês.

Liderança e cenário competitivo

A BYD liderou as vendas no varejo em maio, com 15,3% do mercado, à frente de Volkswagen e GM. No acumulado do ano, a BYD soma 12,8%, ficando atrás da Volkswagen. A empresa firmou acordo com a Localiza para aquisição de 10 mil carros elétricos e híbridos, buscando ampliar participação.

Inovações e planos de expansão

A BYD planeja ampliar a rede de concessionárias para 300 pontos autorizados até o fim de 2026, fortalecendo a infraestrutura de recarga com o Flash Charging, capaz de entregar até 400 km em 5 minutos. O objetivo é apoiar deslocamentos longos e fortalecer a marca Denza no Brasil.

Impacto para o consumidor e contexto regulatório

Especialistas consultados sugerem que o reajuste de preços, caso ocorra, pode reduzir margens da BYD sem provocar repasses significativos aos consumidores. A companhia continua defendendo que a produção local e a homologação de fornecedores são caminhos para reduzir a dependência de importação.

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