- Molinos Río de La Plata adquiriu a operação da NotCo na Argentina e no Uruguai, fortalecendo a presença da empresa no Cone Sul.
- A NotCo está migrando de um modelo de consumo direto (B2C) para plataforma de software e licenças tecnológicas (B2B).
- A empresa chilena, fundada em 2015, atingiu o status de unicórnio, com avaliação de mercado acima de US$ 1 bilhão.
- O diferencial da NotCo é o algoritmo de inteligência artificial Giuseppe, que analisa moléculas de alimentos de origem animal para reproduzir sabor, textura e aroma com ingredientes vegetais.
- A NotCo já mantém parceria com a Kraft Heinz; a venda das operações no Cone Sul busca ampliar o uso da IA por multinacionais para reformular produtos e reduzir custos.
A Molinos Río de La Plata anunciou a aquisição da operação da NotCo na Argentina e no Uruguai. A operação envolve as atividades comerciais da foodtech chilena no Cone Sul, com foco na atualização da distribuição. O movimento sinaliza a integração entre varejo e tecnologia alimentar.
A NotCo passa por uma transformação do modelo de negócios, migrando de B2C para uma plataforma de software e licenças (B2B). A empresa mantém a tecnologia de inteligência artificial Giuseppe para reformular produtos, mesmo diante de mudanças no portfólio.
O acordo coloca a Molinos como base de distribuição para as marcas da NotCo no Rio da Prata, ampliando alcance e capilaridade. A NotCo, por sua vez, continua a priorizar a propriedade intelectual e a tecnologia aplicada à alimentação.
Contexto da NotCo
Fundada em 2015 no Chile, a NotCo alcançou status de unicórnio com avaliação acima de US$ 1 bilhão, com apoio financeiro de Bezos Expeditions. O destaque ficou com o algoritmo Giuseppe, que mapeia estruturas moleculares para replicar sabor e textura vegetal.
A empresa já operava com joint venture com a Kraft Heinz, usando IA para desenvolver produtos com ingredientes vegetais. A mudança para operações puramente tecnológicas visa sustentar margens diante de mercados voláteis.
A estratégia de desinv erção no segmento de consumo de massa busca reduzir custos logísticos e de produção, mantendo o foco na inovação. O movimento é visto como evolução da NotCo para atender grandes multinacionais em escala global.
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