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Uber restringe uso de IA após estouro de orçamento para 2026

Uber impõe teto de US$ 1.500 por mês por funcionário para ferramentas de IA, após esgotar o orçamento de 2026 em quatro meses

Sede da Uber em São Francisco (Bloomberg/Getty Images)
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  • Uber limitou o uso de ferramentas de IA após consumir todo o orçamento anual em apenas quatro meses, estabelecendo um teto de gastos por funcionário.
  • A medida afeta principalmente softwares de programação, como Claude Code e Cursor, com limite de US$ 1.500 por mês por ferramenta por funcionário.
  • A empresa diz que a medida é de governança para uma adoção responsável da IA, não um abandono da tecnologia; o CEO mencionou que cerca de 10% do código já é produzido com IA.
  • O orçamento ter sido esgotado ocorreu em abril, segundo o diretor de tecnologia Praveen Neppalli Naga, e a Uber confirmou os dados à Bloomberg.
  • O controle de custos destaca o desafio de medir o retorno financeiro da IA, já que nem sempre é claro como o uso dessas ferramentas se traduz em mais produtos ou receita.

A Uber decidiu limitar o uso de ferramentas de inteligência artificial após esgotar, em quatro meses, todo o orçamento anual para 2026. A medida afeta principalmente softwares de programação, como Claude Code e Cursor, e estabelece um teto de gastos por funcionário.

Cada colaborador passa a ter um limite mensal de US$ 1.500 para cada ferramenta de IA utilizada no desenvolvimento de software. Ultrapassar esse teto requer justificativa e aprovação interna, segundo informações divulgadas pela Bloomberg e confirmadas pela empresa.

A decisão chega em meio a uma corrida pela IA em diversos setores, onde o custo de operação em larga escala é fator relevante. A Uber reconheceu que o orçamento de 2026 já havia sido consumido no primeiro semestre.

Contexto e objetivo da política

Apesar da restrição, a Uber afirma que não há abandono da IA. A empresa aponta a governança como objetivo principal, buscando adoção responsável e sustentável da tecnologia em áreas como desenvolvimento, jurídico e marketing.

O CEO Dara Khosrowshahi já citou que aproximadamente 10% do código da Uber é produzido com auxílio de agentes de IA, movimento que segue como parte de uma estratégia de expansão controlada.

Desafios de mensurar retorno financeiro

A medida evidencia a dificuldade de demonstrar retorno financeiro direto das iniciativas de IA. Embora ferramentas aumentem produtividade, nem sempre os ganhos se traduzem em resultados mensuráveis para o negócio.

O diretor de operações, Andrew Macdonald, admitiu que é complexo vincular o maior uso de IA a entrega de mais produtos ou funcionalidades. A Uber e outras empresas seguem explorando formas de medir esse impacto.

O caso da Uber reflete uma tendência mais ampla: empresas revisam custos com IA conforme a tecnologia se torna parte do cotidiano corporativo, buscando equilíbrio entre inovação e sustentabilidade financeira.

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